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75 resgates e 26 crianças perdidas no feriadão

Por Glenda Machado

Publicado em 3 de novembro de 2015 às 22:02
Atualizado em 3 de novembro de 2015 às 22:02

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Além do processo seletivo para contratar 50 salva-vidas, também há um projeto de cores que visa facilitar o reencontro de pais e filhos perdidos 

O feriado prolongado de finados já faz uma prévia do que se esperar do verão. Em três dias de praias cheias, foram 75 resgates e 26 crianças perdidas só na Praia do Morro. Os dados são do dia 31 de outubro a 2 de novembro segundo a Gerência de Salvamento Marítimo. E para dar conta de todas essas ocorrências, os banhistas contam com 17 salva-vidas que trabalham em regime de escala.

No total, Guarapari tem hoje 27 salva-vidas. Os 10 restantes fazem cobertura nas praias da Areia Preta, Castanheiras e dos Namorados no Centro, Bacutia em Nova Guarapari e Praia da Cerca. No entanto, eles deveriam atuar em 16 praias do município, como Santa Mônica, Setiba, Peracanga, Meaípe e Recanto da Sereia, que hoje estão desprovidas do serviço de salvamento marítimo.

“Tivemos muitos resgates, mas vejo como um balanço positivo porque não tivemos nenhum óbito mesmo com o quadro de salva-vidas reduzido. O grande problema é que muita vezes não podemos tirar um salva-vida do posto para achar os pais de uma criança perdida. A prioridade são as ocorrências com risco de vida. Mas quando chega uma criança perdida, os postos se comunicam entre si, o que facilita o nosso trabalho”, explica o gerente Edalmo de Almeida.

O número de salva-vidas reduziu de 76 para 27 em agosto com o término do contrato de 49 guarda-vidas por meio de processo seletivo. Mas a prefeitura abriu uma nova seleção em 30 de setembro. Foram 149 inscritos, mas apenas 61 passaram em todas as etapas – inclusive no curso de salvamento marítimo que encerrou no dia 27 de outubro. O processo visa preencher 50 vagas mais cadastro de reserva.

“Ainda estamos esperando finalizar alguns detalhes como analisar recurso de candidatos. Mas a previsão é de que comecem a trabalhar ainda na primeira quinzena de dezembro. Aí teremos um número melhor para trabalhar na alta temporada, quando aumentam as ocorrências. A prioridade será sempre a Praia do Morro. A maioria dos casos é nesta praia, precisa de uma atenção maior”, destaca o gerente.

Já nas ocorrências de crianças perdidas, há um projeto sendo elaborado na tentativa de facilitar o trabalho do reencontro. “Ainda é uma ideia e precisa de parcerias para ser implantada. A proposta, que é de um dos alunos que passou no curso, é de que cada posto tenha uma cor e que as crianças do entorno recebam uma fita da mesma cor. Caso alguma se perca, pela cor da fita o guarda-vida já saberá o local da onde se perdeu”, ressalta Edalmo.

Resultado final do processo seletivo simplificado para guarda-vidas 

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