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Salva-vidas de Guarapari reivindicam material de trabalho

Por Livia Rangel

Publicado em 19 de dezembro de 2012 às 00:00

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Insatisfação, este é o sentimentos dos guarda-vidas de Guarapari. Há anos, estes profissionais reclamam e reivindicam melhores condições de trabalho, mas segundo eles, nada foi feito. Um dos pedidos da classe é que tenham um posto onde possam se abrigar em dias de sol, mas também em dias de chuva.

“Também trabalhamos quando chove, e não há condições de ficarmos no posto, pois não existe cobertura adequada. Para nos abrigarmos da chuva ficamos do outro lado da rua, embaixo das marquises”, contou Thiago Oliveira. Outra reivindicação é quanto ao número de salva-vidas nas praias.

O contrato já terminou e as mais de 50 praias da cidade contam com cerca de 20 profissionais. A Prefeitura lançou no dia 14 de dezembro edital para processo seletivo que visa à contratação de 80 salva-vidas, porém, os candidatos aprovados começarão a trabalhar em janeiro, época em que já há muitos turistas nas praias da cidade.

Eles relatam que precisam de um lugar onde possam guardar os objetos pessoais. “Já aconteceu de um salva-vidas ter o celular roubado enquanto realizava um salvamento. Isso é um absurdo”, reclamou Thiago. Hoje, segundo eles, a administração só fornece o protetor solar e a água não é entregue todos os dias.

Os salva-vidas de Guarapari pedem o material de trabalho que é life belt, nadadeira, binóculo, rádio comunicador e uma máscara que impede que tenham contato com a água que a vítima expele quando é reanimada. “Apesar da administração municipal afirmar que estes equipamentos têm em todos os postos, basta ir até um para constatar que não há nada disso, que não temos um equipamento necessário para o nosso trabalho”, garantiu Oliveira.

Indignado com a situação em que passam os salva-vidas de Guarapari, Thiago Oliveira ainda ressalta que a secretária Municipal de Saúde, não dá qualquer assistência para os guarda-vidas e que não tem feito nada para a categoria. “Não há interesse em melhorar as condições de trabalho dos guarda-vidas, como se não bastasse à falta de equipamentos, agora também estamos com o número bem reduzido. Se a administração sabia que o contrato iria acabar, por que não realizar o concurso antes. Até janeiro estas praias estarão lotadas e com esse número de profissionais fica impossível preencher todos os postos”, lamentou.

A Secretaria Municipal de Saúde informou através de nota que os salva-vidas tem à disposição binóculos, rádios comunicadores, nadadeiras, life-belts. Mas, Thiago Oliveira disse que já foi até a secretaria buscar os materiais, porém não os recebe. E apesar da administração municipal informar que há equipamentos, o que se vê nos postos não é essa realidade.

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