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Acessibilidade em imóveis: saiba mais sobre o assunto

Por Redacão Folha Vitória

Publicado em 18 de agosto de 2016 às 15:07

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Veja algumas características que as edificações necessitam para serem denominadas acessíveis:

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Ser acessível é a condição que cumpre um ambiente, espaço ou objeto para ser utilizado por todas as pessoas. Esta condição é um direito universal. A cidade precisa respeitar esta diversidade.

A Lei Federal no 10.098/2000 determina a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, através da eliminação das barreiras existentes no espaço da cidade e nas edificações, para assegurar o direito de ir e vir, que é de todos nós igualmente.

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acessibilidade prédios

Por ser o maior equipamento de ajuda, a cadeira de rodas é a referência para as larguras mínimas dos vãos, portas e circulações. Essas larguras, ao mesmo tempo, também proporcionam conforto para as pessoas que utilizam outros equipamentos.

A altura do alcance das mãos de uma pessoa sentada na cadeira de rodas varia conforme a possibilidade de cada uma, mas o padrão referencial, ou seja, a altura confortável em que devem ser colocados objetos, utensílios e equipamentos está entre 80cm e 1,20m.

Para mudar de direção, o usuário de cadeira de rodas necessita de áreas de rotação ao longo de todo o percurso da rota acessível. Para que uma pessoa em cadeira de rodas ou utilizando um andador possa se aproximar e alcançar maçanetas, é necessário um espaço de, no mínimo, 60cm junto à lateral da porta.

Detalhes e cuidados em todo o prédio

Os caminhos e passagens por todo o prédio precisam ser completamente acessíveis a todas as pessoas. As pessoas com algum tipo de dificuldade para se locomover têm que encontrar condições de entrar nos jardins, chamar pelo interfone, chegar à portaria, usar o elevador, subir e entrar nos apartamentos, sem precisar de ajuda especial.

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Os desníveis são resolvidos com rampas, de inclinação suave, sempre de acordo com a NBR 9050 da ABNT. Rampas muito inclinadas são escorregadias, principalmente para os que usam muletas ou cadeiras de rodas.

  • Pisos muito polidos podem causar quedas e acidentes. O ideal é o uso de pisos antiderrapantes e que as superfícies sejam regulares, firmes, contínuas e estáveis.
  • Para alertar pessoas que não enxergam ou com baixa visão sobre a existência de degraus, rampas ou desníveis, é importante colocar uma faixa de piso com textura e cor diferentes do revestimento do ambiente.
  • Todas as portas que integram um itinerário acessível devem ter vão livre com largura mínima de 80cm, permitindo a passagem de cadeiras de rodas, andadores e carrinhos de bebê.
  • Interruptores, comandos, botões, etc, são facilmente usados se estiverem em uma altura entre 80cm e 1,20m em relação ao piso.
  • Maçanetas do tipo alavanca são recomendadas, por serem mais fáceis de manusear.
  • Para evitar quedas, tapetes e capachos embutidos e bem fixados ao piso, e grelhas e ralos nivelados e com espaçamentos bem estreitos para o escoamento das águas são providências importantes.
  • Para melhor identificação da informação numérica em elevadores, interfones, caixas de correio, portas e antecâmaras de escadas, é útil oferecer opções múltiplas para a leitura pelos deficientes visuais como, por exemplo, a numeração em braille junto com os algarismos tradicionais em cores contrastando com o fundo e em relevo.
  • Da mesma forma, para alertar a pessoa surda, são utilizados mecanismos

O passeio em frente ao prédio tem que estar livre de obstáculos e com piso nivelado. É desejável que todas as entradas do prédio sejam acessíveis. Já para os interfones e porteiros eletrônicos, a altura correta para a instalação está entre 80 cm e 1,20 do piso, com a colocação de numeração em Braille.

Na construção de uma rampa, quanto maior for a altura do desnível a ser vencido, maior terá que ser o seu comprimento, já em relação a escadas, degraus com a mesma altura e a mesma largura oferecem maior segurança e conforto. A construção de corrimão por toda a extensão de ambos, nos dois lados, incluindo os patamares, oferece uma segurança maior.

Portas de entrada e elevadores precisam ser ajustadas de forma a torná-las mais leves para não impedir ou dificultar a entrada das pessoas Já os pisos muito polidos ou encerados representam risco para todos. Pisos antiderrapantes são mais seguros. O piso tátil serve para avisar ás pessoas cegas ou com pouca visão sobre a existência de desníveis.

No hall de acesso aos elevadores, é necessária uma área de 1,50 de largura, para aproximação da cadeira de rodas. Os botões de chamada devem ter altura entre 80cm e 1,20m do piso.

Na área de lazer, em torno de piscinas e em áreas externas descobertas, o piso antiderrapante é importante recurso para evitar acidentes. Pessoas com mobilidade reduzida poderão chegar mais facilmente à água se houver acesso através de escada, banco ou rampa de alvenaria, protegidos pelo corrimão.

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Para a identificação dos sanitários masculino e feminino, quanto mais simples e tradicional a sinalização adotada, mais fácil para todos. Embaixo do símbolo e ao alcance das mãos, é preciso haver a identificação correspondente em braille.

Na garagem dos edifícios, sempre que houver solicitação, deve ser marcada a vaga especial para o deficiente físico, com a sinalização do Símbolo Internacional de Acesso pintada no piso, bem como uma faixa lateral para embarque e desembarque, de acordo com a Lei Municipal 629/94 e a NBR 9050 da ABNT.

Lembre-se, antes de realizar qualquer adaptação procure informações junto ao órgão de licenciamento e fiscalização de obras.

*Fonte: http://www.ibam.org.br/media/arquivos/estudos/manual_acess_rj.pdf

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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