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Aluno especial espera contratação de cuidador para ir à escola em Guarapari

Por Carolina Brasil

Publicado em 13 de março de 2018 às 13:30
Atualizado em 14 de março de 2018 às 10:46
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Indignada, a mãe da criança não sabe mais o que fazer com os questionamentos do filho que deseja ir à escola.

O direito básico à educação não está sendo garantido ao estudante Matheus Betzel (6 anos), devidamente matriculado no 1º ano do ensino fundamental na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Joventina Simões, no bairro Olaria, em Guarapari. O motivo? A falta de um (a) cuidador (a) para que o aluno, com paralisia cerebral, possa frequentar a escola. “Meu sentimento é de cansaço e indignação. Será que só vou conseguir as coisas no grito? O que eu quero é simples, fazer valer o direito dele, não de deficiente, mas de criança que deve estar na escola. Matheus me pergunta todos os dias quando vai para a aula, ele sente o descaso, é muito complicado”, desabafou a Shirlei do Nascimento, mãe do aluno.

Matheus pede a mãe para ir à escola todos os dias. Foto: Arquivo pessoal

De acordo com Shirlei, a matrícula do Matheus foi feita no período indicado pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu) e que a necessidade do filho foi indicada no preenchimento. “Fiz a matrícula no sistema, coloquei que ele tinha deficiência, especifiquei qual era, apresentei todos os laudos na escola, onde, inclusive assinei um documento de solicitação. Tudo certo, mas desde quando as aulas começaram no dia 05 de fevereiro ele não pode frequentar por falta de profissional”, declarou a mãe acrescentando que a última resposta dada a ela foi que deveria esperar por mais 20 dias.

Shirlei e Matheus esperam uma solução da Sedu. Foto: Arquivo pessoal

A mãe está preocupada, já que o filho perdeu todo o processo de adaptação com colegas e professores. “Ele já tem certo atraso, como será a introdução dele com os colegas que já se enturmaram? Como o professor, que já fez um planejamento de acordo com a turma, deverá trabalhar com ele?”, questiona.

Questionamos a Sedu a razão dessa demora e o fato do profissional não ter sido contratado a tempo, já que a matrícula foi feita no período adequado e com preenchimento da necessidade e, até o fechamento desta reportagem, não obtivemos resposta.

Atualização:

No início da noite de terça-feira (13), a Secretaria de Estado da Educação informou que a Superintendência Regional de Educação de Vila Velha, responsável pelas unidades escolares de Guarapari, está providenciando a contratação de um cuidador para o estudante Matheus Betzel. A previsão é que até o final da próxima semana seja iniciado o atendimento ao estudante.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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