Anúncio

Após reforma de R$120 mil, UPA de Guarapari funciona com macas enferrujadas e colchão remendado

Por Glenda Machado

Publicado em 5 de julho de 2018 às 18:44
Atualizado em 6 de julho de 2018 às 10:32
Anúncio

Novas reclamações voltam a atingir a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Guarapari. Além da sobrecarga de trabalho de alguns servidores, as denúncias dão conta de condições insalubres de trabalho. Depois de R$120 mil de investimentos com a reforma da unidade, servidores e população ainda continuam expostos a umidade nas paredes, macas enferrujadas e colchões remendados com esparadrapo.

Relatório mostra más condições dos equipamentos da UPA.

A denúncia foi feita por alguns membros do Conselho Municipal de Saúde na tarde desta quinta-feira (5) em uma reunião do conselho. De acordo com Regina Mello Schoeffer, que também faz parte do conselho voluntariamente, o relatório foi feito para comprovar que a situação insalubre perdura há anos, continua da mesma forma até hoje.

Esgoto à céu aberto é outro problema antigo da unidade.

“Já denunciamos essa situação em um relatório mais extenso em 2013. E muitas das irregularidades apontadas nesse novo documento continuam. Os servidores estão sofrendo com as condições precárias para o atendimento e as pessoas também quando procuram a Unidade de Pronto Atendimento no município”, disse.

Ainda de acordo com Regina, a obra de ampliação da UPA, anunciada há oito meses está paralisada. “Estivemos no local e não havia nenhum sinal de obra e gente trabalhando. Está tudo sem previsão de término”, denunciou.

O relatório ainda aponta a falta de identificação dos servidores que circulam sem crachá e a inutilização do ponto biométrico. A superlotação da unidade também foi citada como um dos problemas, e segundo o documento se dá pela falta de estrutura das unidades básica de saúde na atenção primária. “Todo mundo recorre a UPA. É para troca de receita, atestados médicos, pequenas urgências. A unidade fica sobrecarregada, o tempo de espera é grande e os médicos não conseguem atender com eficácia”, completou a conselheira.

Os funcionários entrevistados pelas conselheiras ainda denunciaram uma falha ainda mais grave: a contratação de pessoal sem experiência em urgência e emergência. O documento ainda mostra um aparelho de Raio-x  sem uso e um esgoto a céu aberto. “Concluímos que a unidade funciona com mobiliários sucateados. A demanda fica acima da capacidade. Aguardamos providencias urgentes”, concluiu Regina.

Após reforma e pintura das paredes, aparelhos de ar condicionado funcionam, mas gotejam água e ficam amparados por baldes.

Presente na reunião, a subsecretária de Saúde, Bruna Nogueira foi questionada pelo folhaonline.es para dar esclarecimentos sobre a situação da UPA, que preferiu não se manifestar e disse estar a disposição para falar na próxima reunião do conselho que vai acontecer no dia 12 de julho às 14 horas na Secretaria Municipal de Saúde.

Em tempo

Em nota a Prefeitura Municipal de Guarapari em nome da Secretaria de Saúde disse que ” foi aberto processo licitatório para aquisição de novos mobiliários para a UPA. As autorizações de fornecimento já foram emitidas e o material está em fase de entrega pelos fornecedores”.

Veja a galeria com outras fotos da denúncia:

Anúncio
Anúncio

Veja também

quintuplos

Quíntuplos de Guarapari completam um ano

Os pequenos Jayme, Bella, Benício, Laís e Beatriz comemoram o primeiro aniversário na próxima quinta-feira (04)

tormenta1

“Operação Tormenta” prende 14 suspeitos de tráfico em Alfredo Chaves

Anúncio
Anúncio
Imagem ilustrativa | Reprodução: Pixabay

O que cabe ao síndico em meio à pandemia? Advogada de Guarapari explica

Para a Dra. Maieli Marques de Oliveira, é preciso muita atenção ao determinar as medidas restritivas no condomínio

Treinamento para sessão virtual

Câmara de Guarapari realizará primeira sessão virtual da história

Anúncio
Foto: Reprodução

Campanha de vacinação contra gripe é prorrogada em Guarapari

A vacinação continuará até o dia 30 de junho

corona

Coronavírus: Guarapari registra 12º óbito e mais 10 casos da doença

A vítima fatal da doença residia no Centro