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Calçadas: um problema no meio do caminho

Por Gabriely Santana

Publicado em 20 de julho de 2016 às 17:32
Atualizado em 24 de outubro de 2016 às 18:50
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Joaquim da S Lima (2)

Desníveis viram armadilhas nas ruas de Guarapari

Sob os meus pés, a calçada da rua Dr. Roberto Calmon, no Centro de Guarapari. Escolhida aleatoriamente, logo no primeiro olhar é possível notar um degrau típico dos desníveis da cidade. Quem caminha diariamente precisa contar com uma certa dose de sorte e de paciência, porque muitas estão sem condições de trânsito e oferecem risco aos pedestres.

Variados pisos brotam do chão. Formam um mosaico de formas, cores e texturas. Tem de tudo, do concreto às pedras, dos bloquetes às lajotas. Uma diversidade de revestimentos que até ostenta lá sua poesia e beleza, mas denuncia também uma legislação ultrapassada, a que confere aos munícipes a responsabilidade de construir e manter os passeios da cidade. Mas que na prática não tem nada de cidadã.

Descendo a rua, tenho a certeza de que estamos longe de nossa rede interligada de calçadas, ou passeios como dizem nossos queridos mineiros. Por um momento quase passei reto em um desnível na Joaquim da Silva Lima. Mais adiante, outra armadilha: um rebaixado de mais de 1 metro de profundidade que acompanha a calçada por vários lotes. Ele existe porque as portas estão abaixo do nível da rua e, para poder entrar nos imóveis, as pessoas dependem desse vão, que ocupa quase metade da calçada.

Calçadas cidadãs

Roberto Calmon

AVENIDA Roberto Calmon.

A uniformidade parece um sonho distante para quem percorre as ruas da cidade. E as normas de construção de passeios, que existem, não são cumpridas por aqui. De acordo com a Prefeitura de Guarapari, as calçadas, entre outras coisas, devem seguir a Lei 2598/2006 e a Lei Complementar 009/2007. As regras estão dispostas no Código de Obras e a Cartilha da Calçada Cidadã.

“O município atualmente só aprova projetos de construção que contemplem o projeto e execução da calçada cidadã. A fiscalização tem notificado os proprietários dos imóveis edificados ou não a construírem as calçadas de acordo com a legislação”, disse a prefeitura por meio de nota.

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RENATA Pereira da Silva.

Acessibilidade
Renata Pereira da Silva, vez por outra, precisa deslocar-se de cadeira de rodas. “É um sufoco andar pelas calçadas com um material que não seja seus pés. É impossível circular, ela empaca. A cidade deve ser pensada para todos e não só para quem tem pés”.

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