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Capixabas participam de audiência pública em Mariana

Por Natália Zandomingo

Publicado em 16 de dezembro de 2016 às 18:04

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Mais de um ano após o a barragem fundão ter se rompido em Mariana e causado o maior desastre ambiental do país, a Mineradora deixou de operar causando impactos na economia de cidades do Espírito Santo e Minas Gerais. Na noite de ontem (15), uma audiência pública foi realizada em Mariana para apresentar à população o Estudo de Impacto Ambiental para utilização da cava de Alegria Sul, que fica em Ouro Preto e faz parte do Completo de Germano. Esta foi a alternativa encontrada para a retomada das atividades. Cerca de 1800 pessoas compareceram.

Uma comitiva capixaba, formada por empresários e representantes de sindicatos patronais, participou do evento para dar apoio. Eles organizaram uma caravana que partiu de Vitória na última quarta-feira (14). Além da audiência de Mariana, o grupo acompanhou os trabalhos em Ouro Preto.

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Segundo o representante do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Estado do Espírito Santo (Sindfer) e vice-presidente institucional da Findes e Anchieta, Antônio Prando, 36 pessoas viajaram. Ele disse que vários depoimentos foram favoráveis à volta da empresa e a expectativa é de que até fevereiro os órgãos ambientais liberem a licença. Depois disso, serão cerca de seis meses de preparação até que tudo volte ao normal.

Mas a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (SEMAD), informou que todo o processo, aberto em junho do ano passado, tem um prazo legal de até 12 meses para ser concluído. A assessoria do órgão explicou que todas as peças do processo, incluindo o Estudo de Impacto Ambiental, o parecer técnico e as contribuições dadas nas audiências serão entregues ao Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam). Para ser aprovada a licença, a maioria simples dos conselheiros deve ser favorável.

Em entrevistas a TV Globo Minas o gerente geral de Estratégia, Gestão e Informação da Samarco, Alexandre de Andrade Souto, disse que o sistema seria seguro. “É uma estrutura de cava natural formada por rochas no terreno. Não existe possibilidade de ruptura nessas estruturas”.

Chuva impede ida da Caravana de Guarapari

O ônibus que saiu de Guarapari na manhã de ontem (15) com cerca de 40 pessoas precisou retornar ainda no Espírito Santo. Após passar em Anchieta para o embarque de mais representantes o veículo ficou impossibilitado de seguir viagem quando chegou em Iconha. O motivo foi a forte chuva que castigou o estado.

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