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Casal de Guarapari viaja em van com estrutura residencial montada por eles

Dentre os destinos favoritos do casal: Ubu, em Anchieta

Por Larissa Castro

Publicado em 30 de novembro de 2020 às 08:40
Atualizado em 1 de dezembro de 2020 às 08:58

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Casados e parceiros das melhores viagens sob rodas: assim é a vida sem hora para ir ou para voltar escolhida pelo casal que mora em Meaípe, bairro de Guarapari, João Batista Assis de Oliveira e Lígia Montes Assis de Oliveira. Há três anos eles se inspiraram em outros campistas vistos no YouTube e, a partir daí, deram início a montagem do motorhome ‘Van JoLi- o Carrão do Vovô’ que recebeu toda estrutura de quarto, cozinha, sala e banheiro.

A Van JoLi recebeu este nome devido aos nomes dos donos João e Lígia.

A paixão surgiu quando o casal conheceu a realidade de campistas através de vídeos na internet. Logo compraram uma van, que era utilizada como ambulância, e eles mesmos adaptaram o veículo ao estilo motorhome. “É tudo 100% artesanal. Cada parafuso que tem ali dentro, fomos nós quem colocamos. A parte mecânica do veículo, quando precisa, procuramos o profissional do segmento”, se orgulha João, aos 66 anos e Lígia, aos 61.

Diferentes de muitos campistas que trocam tradicionais estilos de vida para viver na estrada, o casal possui residência fixa, os filhos Tiago e Lívia, netos e um cachorro. Com essa estabilidade, eles levam a vida sob rodas como um hobby cheio de histórias. “Nossas viagens são aleatórias, não nos programamos. Acordamos com vontade de ir para algum lugar, pegamos a estrada e ficamos o tempo que der. Por enquanto preferimos ir a lugares próximos, mas pretendemos alongar mais as viagens”, contam.

A van foi totalmente estruturada em formato de casa pelo casal.

A van, que foi batizada como “Van JoLi – o Carrão do Vovô”, possui um sistema de energia solar, e garante quase uma semana de água quente e funções elétricas para o casal. “Nunca enfrentamos perrengue de estrada. As vezes há contratempo com coisas, devido a van ter sido comprada velha e estar sofrida. Para colocar em dia, passamos alguns perrengues. Mas contratempo de viajem, perigo de estrada, nunca vivemos.

Com o destino favorito na cidade de Anchieta, João, que é aposentado, mas trabalha como fotógrafo, e Lígia que trabalha com serviço gráfico na própria casa, vez ou outra decidem passar uns dias no balneário. “A Praia de Ubu é o nosso destino favorito. As vezes eu brinco com o João e falo: vamos jantar fora?! Pegamos o carro e paramos em Ubu. E aí voltamos uns dois dias depois”, brinca Lígia.

Com poucas viagens longas no trajeto, uma das experiências vividas por eles fica na memória. “A primeira foi para São Thomé das Letras, em Minas Gerais, e a van ainda era uma ambulância. Apenas adaptamos algumas coisas, colocamos colchonetes, ventilador e fogareiro, e partimos! Tivemos alguns problemas, mas nada nos desanimou”, relembram.

A van também é compartilhada com um dos filhos do casal, o Tiago, a nora Nathalie e a neta Eva. Mas devido ao tamanho, a família ainda não pode fazer uma viagem com todos reunidos. “Compartilhamos o carro com o nosso filho Tiago, mas nunca viajamos juntos. Ele costuma ir com a esposa e a nossa neta. Viajar de van é só alegria, pois eu sempre gostei da natureza. A van nos deu uma oportunidade de fazer isso de forma econômica e com maior liberdade”, finaliza Lígia.

Apoio

O casal de campista, assim como outros adeptos a este estilo de vida, contam com pontos de apoio, que surgem de pessoas que vivem a mesma realidade, ou aqueles que se disponibilizam em fornecer assistência durante a passagem dos motorhomes. “Contamos com pontos de apoio e também somos ponto de apoio em Meaípe. Oferecemos água, energia, roupa, tudo depende das circunstâncias de cada um; há casos de hospedagem. Fizemos muitos amigos na estrada, pois há muita gente apoiando”.

Nas cidades em que passam, inclusive em Guarapari, onde residem, João e Lígia sentem falta de maior estrutura aos adeptos do estilo campista. “Seria importante, principalmente em Guarapari, pontos de atração para este estilo de viajante, esse estilo de turista. Pois tudo o que consumimos é dentro das cidades que viajamos. Deveria ter pontos de apoios, pedimos versatilidade maior de acesso”, finalizam.

*Matéria publicada na revistasou.com.br

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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