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Ciclismo cresce durante pandemia e Guarapari ganha novos adeptos

Por Aline Couto

Publicado em 9 de julho de 2021 às 10:25
Atualizado em 10 de julho de 2021 às 10:04

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Foto alusiva.

Desde o início da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), o ciclismo foi um dos esportes que apresentou grande crescimento de adeptos, junto a outros esportes feitos ao ar livre. Pedalar se tornou mais seguro do que a prática de exercícios em locais fechados, como academias. Em meio a dúvidas e preocupações, o pedal foi uma das saídas para os amantes das atividades físicas.

Em Guarapari não foi diferente, vários grupos foram formados e outros já existentes, viram um aumento de mais 3.000% nos praticantes. Além de famílias que passaram a pedalar juntas e manter uma rotina de atividades.

Clã Destinos Bike

O grupo surgiu no ano passado em função do fechamento das academias, eram apenas quatro pessoas inicialmente: Douglas, Tâmara, Nayra e Letícia. Hoje, quase um ano depois, a data será comemorada em agosto, são 138 ciclistas em rotatividade.

Primeiro passeio do grupo.

“Saímos de segunda a sexta do Hotel Porto do Sol, na Praia do Morro, às 5h30, e nos finais de semana com outros grupos também. São sempre rotas diferentes, e o objetivo do grupo é promover saúde, bem estar e qualidade de vida a todos. Trabalhamos mente, corpo e espírito”, descreveu Leticia Freire de Oliveira.

Douglas dos Passos, que pratica o esporte há seis anos, acredita que o diferencial desse esporte é o contato com a natureza. “A sensação é de liberdade, temos paz e recebemos saúde. E o melhor é que qualquer um pode participar”.

Douglas.

Ex-praticante de corrida de rua, Izabel Cristina C. Garcia contou que o pedal aconteceu para ela no momento que mais precisava. “Infelizmente uma grave lesão me tirou da corrida, do esporte que me levava a lugares incríveis e tem uma adrenalina maravilhosa. E o único esporte que fui liberada para fazer foi o ciclismo”.

Isabel recebeu o convite da amiga Letícia para pedalar com o Clã Destinos Bike e permanece até hoje.  “Encontrei uma galera muito bacana e logo me identifiquei com o pedal, que virou mais um esporte de paixão. Me vi novamente motivada, feliz e redescobrindo todos os limites que posso superar. A corrida me proporcionou momentos inesquecíveis, mas com o pedal tenho a sensação de liberdade sobre duas rodas com vento no rosto, além de contemplar as maravilhas da natureza. Está sendo inesquecível!”.

Isabel (esquerda) e Letícia no primeiro plano.

Em família

Jedson Marchesi Maioli, a esposa Marina Q. Maioli e o pai Adelson Maioli praticam o ciclismo juntos. “O esporte em família ajuda na motivação e também proporciona outros prazeres. Nós nos aproximamos ainda mais e damos muitas risadas com as histórias que vão surgindo no percurso”, contou Jedson.  

Marina, Jedson e Adelson.

Após praticar bicicross e mountain bike na adolescência, somente em 2009 que o ciclismo retornou para a vida de Jedson. “Geralmente pedalo duas vezes por semana. No começo era com os colegas, depois comecei a levar meu pai e atualmente tenho pedalado com mais frequência na companhia somente dele e da minha esposa”.

O começo de Marina no esporte foi através do incentivo do marido, ele a presenteou com uma bicicleta. “O sentimento é de felicidade! Ele e meu sogro me ensinam as técnicas do pedal para eu ter maiores resultados e alcançar meus objetivos. O pedal está melhorando meu condicionamento físico e me ajudando no alívio do stress”.

“O esporte sempre fez parte da minha vida, e há 10 anos comecei a fazer pedais mais longos incentivados pelo meu filho. Além de proporcionar hábitos mais saudáveis, fazemos novas amizades e conhecemos os locais mais diferenciados, entre asfalto e estradas de chão batido. Nos ajuda e nos capacita a termos mais disposição”, relatou Adelson.

Jedson e Marina.

Da prática esportiva a competição

Outro morador de Guarapari adepto do ciclismo é Marcelan Moro Couto. No caso dele, de duas formas: atividade física e competições.

Marcelan.

Ele explicou que o primeiro objetivo para começar a pedalar foi pela saúde. “Meu cardiologista recomendou com urgência a prática de algum esporte e a convite fui pedalar. Estava com princípio de hipertensão e as chances de precisar tomar remédios controlados eram muitas, mas com a prática do pedal venci essa batalha”.

Com três anos de prática no esporte, novos objetivos foram surgindo. “Comecei a me preparar para competições e a primeira em que participei consegui subir no pódio em quarto lugar no total de 23 competidores em minha categoria”.

Sobre o que o ciclismo mudou em sua vida, Marcelan disse que tudo, inclusive a forma como enxerga o mundo. “Quem pedala tem um olhar diferente para tudo ao seu redor, com o próximo e com o meio ambiente. Acredito que qualquer esporte faz muito bem para a saúde, mas pedalar tem um diferencial que são as paisagens que avistamos no caminho, sem contar que moramos numa cidade privilegiada, nossa natureza é fantástica e de tirar o fôlego. A bike nos leva para lugares incríveis”.

Copa Capixaba de Mountain Bike – 1° etapa – Serra/ES. Equipe Pedal Super.

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