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Marcelo Moryan é Publicitário, Designer, Escritor, Fotógrafo, Artista Multimídia e tem mais de 90 prêmios nacionais e internacionais na sua carreira.

Coluna Marcelo Moryan: FOME – A PODEROSA ARMA DE GUERRA ISRAELENSE

Por Marcelo Moryan

Publicado em 27 de julho de 2025 às 18:00
Atualizado em 27 de julho de 2025 às 18:00

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Fome
Imagem: Marcelo Moryan

Esquece o Jericho 2 e sua ogiva nuclear. O míssil mais potente de Israel, a verdadeira arma de destruição em massa que tá dizimando Gaza, é a FOME!

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Não é preciso imaginar o horror: 13,3 mil crianças massacradas, 42 mil mortos, 97 mil feridos. E o pior: milhares de crianças já estão à beira da morte, definhando de fome. O presidente da Fepal (Federação Árabe Palestina), Ualid Rabah, não titubeia: é o maior massacre de crianças da história. Quem, em sã consciência, discorda disso? Não é só o presente palestino que tá sufocado; é o futuro que está sendo ceifado.

E o mais revoltante? O mundo não só assiste, mas é cúmplice dessa tragédia. As acusações de “apartheid”, “genocídio” e “fome como arma de guerra” não são mais ideias covardes, mas gritos que ecoam dos escombros.

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A ficha tá caindo pra alguns. França, Espanha, Irlanda e Noruega já sinalizam o reconhecimento do Estado palestino, mesmo com Netanyahu espumando e chamando de “recompensa ao terror”. Que terror? É a resistência desesperada de um povo sob ocupação brutal há décadas! No Brasil, o Itamaraty deu a letra: aderiu à ação da África do Sul na Corte Internacional de Justiça, acusando Israel de genocídio.

Essas denúncias não são papo furado. Human Rights Watch e Anistia Internacional há anos denunciam o apartheid israelense. E “genocídio” não é hipérbole: um comitê da ONU, em 2024, cravou que os métodos de guerra em Gaza têm todas as características de genocídio.

Mas a tática mais perversa é essa: a fome deixou de ser uma consequência trágica pra virar estratégia de extermínio. A HRW acusou Israel de usar a fome de civis como arma de guerra – um crime hediondo. O bloqueio deles resultou em desnutrição generalizada. O Itamaraty foi direto: “utilização despudorada da fome como arma de guerra”. Até o Papa condenou o “uso desumano da fome”, dizendo que é uma “forma muito barata de fazer a guerra”. A ONU é clara: Israel está matando a população de Gaza pela fome.

Diante de um cenário tão devastador, com evidências irrefutáveis e a condenação global crescendo, a pergunta que não cala é: até quando o mundo vai permitir que esse míssil poderoso – a fome – continue dizimando um povo e ceifando seu futuro? A inércia não é só cumplicidade; é um crime.

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