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Quinzenalmente, Dra Aline Rodrigues escreve para o folhaonline.es passando informações e esclarecendo dúvidas sobre cuidados com as crianças.

Coluna Papo de Pediatra: acidentes com águas-vivas no verão

Ações de primeiros socorros básicas iniciais são efetivas para grande maioria desses acidentes

Por Aline Rodrigues

Publicado em 28 de dezembro de 2023 às 14:21
Atualizado em 28 de dezembro de 2023 às 14:21

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um menino perto do mar examina uma crianca de agua viva descansando na praia 186673 6401
Foto: reprodução.

Acidentes com águas-vivas não são queimaduras como habitualmente costumam falar, mas sim um ferimento decorrente do envenenamento da pele por substâncias liberadas por esses animais. Esses acidentes são mais comuns no verão, devido ao aumento no número de banhistas nas praias nessa época do ano.

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A maior parte das espécies encontradas no litoral sul e sudeste do Brasil causam acidentes dolorosos, porém de baixa gravidade. Com isso, as ações de primeiros socorros básicas iniciais são efetivas para grande maioria desses acidentes.

O contato com os tentáculos pode causar ardência e/ou dor intensa no local que pode durar de 30 minutos até 24 horas. Após o contato com a água-viva, não jogue água doce no local, ela pode estimular a liberação do veneno e causar piora da dor. Não passe xixi, sabão ou limão, essas substâncias podem irritar ainda mais a área afetada causando mais dor e sensibilidade. Também não exponha a área ferida ao sol, as lesões podem aumentar de tamanho e até formarem bolhas.

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O que deve ser feito? Faça uma compressa com água do mar gelada no local, que ajudará a aliviar a dor. Se tiver vinagre ao alcance passe no local afetado, ele impede que as células deixadas pelos tentáculos liberem mais veneno. As águas-vivas não costumam deixar os tentáculos na pele, mas alguns podem ficar a deriva e grudarem, nesse caso use guardanapo de papel para retirar esses tentáculos aderidos a pele.

Se cuidem! Aproveitem o verão!

Aline Rodrigues de Souza, 33 anos, é médica emergencista e intensivista pediátrica. Trabalha como coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal - UTIN pediátrica e neonatal - do Hospital Materno Infantil Francisco de Assis – HIFA, e atende em consultório próprio.

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As informações e/ou opiniões contidas neste artigo são de cunho pessoal e de responsabilidade do autor; além disso, não refletem, necessariamente, os posicionamentos do folhaonline.es

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