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Coronavírus: Vitrines vazias retratam incertezas de lojistas em Guarapari

Por Carolina Brasil

Publicado em 1 de abril de 2020 às 14:30
Atualizado em 3 de abril de 2020 às 10:27
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A insegurança é um dos sentimentos com as ruas vazias e parte do comércio fechado

Registros mostram a iniciativa de alguns lojistas. Fotos: Reprodução

Após o decreto do governo capixaba, que estabeleceu o fechamento de lojas, escolas e eventos, Guarapari tem registrado cenas de ruas vazias e circulação reduzida de pessoas. Em bairros comerciais, como é o Centro, as vitrines das lojas não exibem mais mercadorias e produtos, reflexo do sentimento de lojistas que atuam no município.

Conversamos com alguns empresários que comentaram sobre as incertezas a respeito do futuro e as razões para o esvaziamento de lojas e vitrines. Os nomes serão preservados e a insegurança é um dos sentimentos que norteou essas medidas. “ Minha loja não tem grade, fico preocupada com arrombamentos e por isso retirei todas as mercadorias de lá. Tenho feito contato com minhas clientes, procurado saber como estão, mas o momento não é de muita procura pelos meus produtos”, contou a proprietária de uma loja de bolsa e sapatos.

Para um empresário a frente de uma rede de óticas, são muitas coisas em jogo. “Esvaziei minhas lojas por receio do que pode acontecer. Tenho visto o policiamento nas ruas, mas não há como calcular para onde essa incerteza vai nos levar. Se uma onda de ataques acontecer, será possível dar conta? Temo pela saúde, pelo caos social e também pela falta de consumo e o emprego”.

O superintendente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Guarapari, Aguinaldo Ferreira Júnior, disse que é natural que alguns lojistas tomem essas precauções, mas ressaltou que o policiamento na cidade está acontecendo. “Apesar da situação ser completamente diferente da que ocorreu em 2017, durante a greve da PM, as ruas vazias trazem essa memória, de receio e insegurança. É importante lembrar que muitos comerciantes têm atendido de forma virtual, utilizado os canais digitais e, principalmente, as redes sociais. Nesse contexto, a vitrine perde a função de exibir produtos e serviços, que passar a ser da comunicação”, lembrou.

Procuramos a Assessoria de Comunicação do 10º Batalhão da Polícia Militar, que atua em Guarapari, questionando se ocorreu, com as medidas de isolamento social, alguma mudança na rotina do policiamento na cidade, em especial nos bairros mais comerciais como o Centro, qual tem isso a estratégia e logística de trabalho do 10º BPM nesse momento e se os comerciantes têm razão em esvaziar as lojas. Não recebemos resposta até o fechamento desta reportagem.

Atualização em 03/04/2020, às 10h22

“O policiamento continua sendo feito, sem perdas, tanto nos bairros quanto na área comercial. Inclusive, devido à Pandemia – o curso de formação e habilitação de Sargentos, que estava ocorrendo de forma presencial em Cariacica, foi interrompido e ocorrerá de modo EAD. Com isso, 13 militares que estavam afastados das atividades devido ao curso retornaram e estão atuando no serviço policial diariamente. A PM está atuando prestando o apoio à Secretaria de Postura e Fiscalização (Prefeitura), para que tal órgão faça valer o decreto que restringe o funcionamento do comércio local.”

Lembrando que, caso seja flagrada qualquer atitude suspeita, a viatura deve ser acionada pelo Ciodes (190).

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