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Denarc Guarapari prende inspetor penitenciário envolvido em tráfico

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 14 de outubro de 2020 às 08:54
Atualizado em 14 de outubro de 2020 às 17:07

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Após sete meses de investigação, a Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) de Guarapari concluiu as investigações da Operação Vade Mecum, que apurou o tráfico de drogas em unidades prisionais do Estado do Espírito Santo. Oito pessoas foram identificadas como envolvidas no esquema criminoso, sete estão presas e uma foragida com mandado de prisão em aberto.

A prisão mais recente foi realizada na última sexta-feira (09) e o alvo foi um inspetor penitenciário de 33 anos, que trabalhava no Centro de Detenção Provisória II (CDP II), no Complexo Prisional de Viana. Segundo as investigações, o suspeito transportava entorpecentes para a unidade, sob comando de um interno.

“Em todas as fases da investigação houve a integração entre a Secretaria de Justiça e Polícia Civil. A Sejus colaborou decisivamente nas investigações, inclusive, na identificação do alvo que foi preso na última sexta”, disse a superintendente de Polícia Regional Metropolitana, delegada Andreia Pereira.

A investigação resultou na apreensão de diversas pessoas. Foto: Polícia Civil.

As investigações apontam que o inspetor negociou uma propina com uma advogada que tem um relacionamento íntimo com um interno do sistema prisional e que foi presa na primeira fase da Operação Vade Mecum, em setembro passado. Ela era responsável por coordenar o envio de entorpecentes para o CDP II, onde seu companheiro estava preso e onde o inspetor penitenciário trabalhava.

Arquivos digitais que ela guardava no computador e no celular foram periciados e, neles, a Polícia Civil encontrou prints de conversas em um aplicativo de mensagens, entre ela e o servidor público. Além disso, a equipe da Denarc de Guarapari apreendeu na casa do investigado e no armário dele no CDP II telefones celulares, fios elétricos e baterias, que seriam entregues a internos da unidade prisional.

“Ele confirmou que formulou o pedido de propina, afirmou que foi uma brincadeira, mas que precisava do dinheiro para comprar um celular, já que o dele havia quebrado. Ele pediu, nessa ocasião, R$ 5 mil a uma das advogadas presas. Ainda na versão do inspetor, ele carregava diariamente, no trajeto do trabalho para casa, esses materiais elétricos e esses celulares, sem saber em que precisaria empregá-los”, afirmou o titular da Denarc, delegado Guilherme Eugênio.

Ao longo das apurações, a Denarc Guarapari verificou que os investigados na Operação Vade Mecum são, na verdade, indivíduos de alta periculosidade, ligados a uma organização criminosa que domina o tráfico de drogas em parte do município de Cariacica, local no qual promove diversos homicídios.

Além do inspetor penitenciário, da advogada e do companheiro dela, estão presos outra advogada que prestava serviços para a primeira, e mais três integrantes da organização criminosa. Um homem, suspeito de assumir o comando da organização após a prisão dos demais, está foragido.  Os acusados respondem pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, oferta de propina e organização criminosa.

*Com informações da Polícia Civil.

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