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Dezembro Laranja: dermatologista de Guarapari fala sobre o câncer de pele

Dra. Simone Caliman explica e reforça cuidados importantes para evitar a doença

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 12 de dezembro de 2020 às 09:00
Atualizado em 13 de dezembro de 2020 às 15:16

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Dra. Simone Caliman | CRM/ES 7574 e RQE 4747. Foto: Arquivo/HM Propaganda

O verão está quase chegando, e quem gosta de sol e calor precisa ficar atento aos cuidados com a pele. Por isso, durante este mês, acontece o “Dezembro Laranja”; uma Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele.

A estimativa do Instituto Nacional de Câncer – Inca para 2020 no Brasil foi de 180 mil novos casos de câncer de pele. Para evitar a doença, a dermatologista de Guarapari Dra. Simone Caliman, traz dicas e explicações essenciais para quem quer aproveitar os dias ensolarados. Lembrando que os cuidados devem ser tomados o ano todo.

De acordo com a profissional, o câncer de pele é causado pela exposição solar crônica ao longo dos anos. “Existem alguns tipos de câncer de pele que tem uma influência genética associada, como acontece com o Melanoma”. Os sintomas primários podem se apresentar como manchas ou ‘bolinhas’ avermelhadas, sensíveis, descamativas ou não. “Elas não melhoram com as semanas e meses, e aparecem normalmente em áreas que já tomaram sol no passado como rosto, colo, braços e costas”, completa a especialista.

Dr. Simone apontou e explicou os dois tipos básicos do câncer de pele, o Carcinoma (basocelular e espinocelular) e o Melanoma. “O primeiro é fruto da exposição solar crônica especialmente em peles de fototipos 1, 2 ou 3, ou seja, pessoas que têm a pele branca, clara e que nunca bronzeiam ou tem pouca capacidade de bronzear. Já o Melanoma também tem influência do cumulativo do ultravioleta, mas há um fator genético predisponente”.

Para a dermatologista, a atenção deve ser redobrada para os grupos de risco. “Pessoas que têm fototipo baixo são mais propensas a ter problemas neste aspecto. Pessoas também com histórico familiar de câncer de pele ou que possuam muitas pintas, precisam ficar mais atentas”, ressaltou.

O Inca estimou 180 mil novos casos de câncer de pele no Brasil este ano. Imagem ilustrativa | Foto: Reprodução Pixabay

O exame para diagnosticar o câncer de pele é realizado na consulta dermatológica; além da anamnese onde o profissional conhece a história pregressa do paciente, utiliza recursos de visualização profunda como lupas que ampliam as lesões além do dermatoscópio que é fundamental em analisar as lesões mais suspeitas. Como toda doença, o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura. “Seria prudente o paciente fazer uma visita ao dermatologista a cada seis meses ou, no máximo, uma vez ao ano. Porém, caso já tenha tido lesões suspeitas ou já com necessidade de serem removidas, quero dizer, que já tenham tido pré-câncer ou até o câncer de pele, a recomendação é o acompanhamento de três em três meses nos primeiros anos após esse diagnóstico”, afirma a especialista.

Prevenção

A melhor forma de começar os cuidados é com a prevenção. Dra. Simone Caliman recomenda roupas que cubram bem o corpo; de preferência com proteção UV; chapéus com abas largas; óculos de sol com lentes UV (consulte o oftalmologista); filtro solar no mínimo com FPS 30 que deve ser reaplicado a cada transpiração, mergulho ou 2/2 horas; abrigo de sombras e árvores; e evitar exposição entre 10h e 16h, quando os raios ultravioletas estão no pico de radiação. Sobre o verão, ela faz o alerta para aqueles que não abrem mão do bronzeado, além das recomendações citadas. “Tente usar bronzeadores com registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), beba água abundantemente, faça uma dieta rica em carotenóides – presente em alimentos como cenoura e tomate, por exemplo –, e use hidratantes rotineiramente após o sol”.

*Texto: Alice Mourão

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