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EcoPaz completa cinco anos de ações no combate à violência contra a mulher
Celebrada no Dia Internacional da Mulher, data também foi marcada por intervenção pública
Por Natiele Ribeiro dos Santos
Publicado em 10 de março de 2026 às 10:43
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No último domingo (8), Guarapari, foi palco da ação “Vidas Interrompidas”, promovida pelo Espaço de Convivência Paz e Bem (EcoPaz). A intervenção marcou os cinco anos de atuação da instituição e o Dia Internacional da Mulher, reunindo voluntárias, representantes de órgãos públicos e da sociedade civil em um ato simbólico contra a violência doméstica.
Um dos momentos mais marcantes do evento foi a apresentação artística da peça “Gota D’água”, interpretada pela artista Jaqueline Nunes. A performance abordou o sofrimento e o percurso de mulheres vítimas de violência doméstica, chamando a atenção de quem passava pela praça. Além do ato simbólico, o encontro também teve um momento de celebração pelos anos de atuação do EcoPaz.


“Foi uma celebração das vidas transformadas ao longo desses anos. Uma celebração de muitas mãos anônimas que juntas estão aqui e que ajudam as mulheres. Pessoas que se colocam à disposição do outro para minimizar a dor da violência, e que mesmo com todas as dificuldades, seguem firmes e fortes no processo de acolhimento”, afirmou a presidente, Alba Sampaio.
Ações que fazem a diferença
A embaixadora do EcoPaz e Miss Espírito Santo Mundo 2025 – Beleza com Propósito, Letícia Galvão, também destacou a importância do trabalho voluntário e do impacto social da instituição.
“Quando a gente se une e acredita que pode fazer a diferença, a diferença realmente acontece, porque o exemplo arrasta. Quando comecei o trabalho voluntário na Ecopaz, me perguntava até onde a minha voz poderia chegar ao divulgar esse trabalho tão bonito. Ao longo desse tempo recebi muitas mensagens de mulheres que sofreram agressões e que passaram a acreditar que a violência tem, sim, um fim”.

A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Erika Loureiro, ressaltou a importância da participação de toda a sociedade na luta contra a violência.
“É importante os homens abraçarem a nossa causa. Quando um amigo fizer um comentário impróprio sobre a esposa ou sobre uma mulher, ele precisa corrigir. A mulher precisa ser bem cuidada e tratada. É necessário ter um olhar carinhoso e humano por cada uma dessas mulheres que já se foram, para que não aconteça mais”.
Projeto Florescer
Durante o evento, também foi mencionada a possibilidade de parceria entre o EcoPaz e o Projeto Florescer, iniciativa da vereadora e presidente da Comissão da Mulher, Rosana Pinheiro.
“O projeto Florescer é um projeto que dá voz às mulheres, e que possui psicólogos, psicoterapeutas e psicanalistas. A Ecopaz se encaixaria perfeitamente nesse projeto. Já foi sancionado, votado e publicado pelo prefeito, agora estamos ajustando os próximos passos.”

Números da violência
A delegada titular da Delegacia da Mulher de Guarapari, Francini Moreschi, destacou que a data também deve servir como um momento de reflexão diante da realidade da violência no município.
“É um dia de comemoração, mas também é um dia de reflexão. O ano de 2025 não foi um ano feliz para as mulheres em Guarapari. Tivemos três feminicídios, deixando o município em terceiro lugar como o mais violento do Espírito Santo”, afirmou.

Segundo a delegada, no último ano foram registrados quase 800 pedidos de medida protetiva na cidade.
“Guarapari foi o município da Grande Vitória que mais efetuou prisões de homens agressores. Mesmo assim, não conseguimos impedir que três mulheres perdessem o seu bem mais precioso, que é a vida. Isso mostra que essa luta precisa continuar.”
Todo apoio é necessário
O evento também contou com o apoio de representantes da sociedade civil e do setor empresarial. O presidente do núcleo do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Estado do Espírito Santo (Sindbares) de Guarapari e vice-presidente da Câmara Empresarial do Turismo, João Marcelo, conhecido como Marcelão, destacou o envolvimento voluntário com o projeto.
“Conheci a Ecopaz através da Erika e da Alba, que me apresentaram o projeto e a importância desse trabalho. Desde então tenho me envolvido para ajudar a trazer mais pessoas e ampliar o apoio a essa instituição, que é extremamente importante para Guarapari.”
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