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Fiscalização surpreende passageiros ao impedir ônibus de circular em Guarapari

Usuários que aguardavam o ônibus reclamaram de atrasos e superlotação após o ocorrido

Por Maria Leandra Aroeira

Publicado em 14 de agosto de 2024 às 10:28

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Onibus impedido de circular
Foto: enviada por leitor

Na última segunda-feira (12), passageiros que aguardavam o transporte coletivo no bairro Setiba, em Guarapari, foram surpreendidos por uma ação de fiscalização da Secretaria de Postura e Trânsito (Septran), que impediu um ônibus da Expresso Lorenzutti de continuar seu trajeto. O episódio ocorreu por volta das 15h e gerou transtornos para quem dependia do transporte.

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Beatriz Trancoso, uma das passageiras que esperava o ônibus, descreveu a situação como inesperada e frustrante. “Os fiscais chegaram e parece que ficaram esperando o ônibus sair. Eles ficaram dentro do carro fechado um tempo antes de acontecer todo o transtorno. Quando o ônibus começou a fazer a curva, eu fui na direção dele pra entrar. Nisso, um fiscal veio atrás de mim falando ‘esse ônibus não vai sair daqui, não tem segurança para os passageiros’”, relatou Beatriz.

A reação dos passageiros foi de descontentamento, principalmente devido à demora para a chegada de outro ônibus. “Começaram a reclamar por conta da demora, já que todos trabalham”, disse Beatriz. Segundo ela, o próximo ônibus, que demorou cerca de 15 minutos para sair, partiu mais lotado que o habitual, já que o anterior não completou sua rota.

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Resposta da prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Guarapari, por meio da Septran, afirmou que realiza fiscalizações diárias nos transportes públicos da cidade. 

“Caso seja identificado um veículo com restrição de uso para transporte e sem autorização municipal, devido a ter mais de 10 anos de vida útil, é proibido utilizá-lo. Nesses casos, o veículo é recolhido à garagem conforme determina a lei municipal”, informou.

Posicionamento da Expresso Lorenzutti

A Expresso Lorenzutti esclareceu, por meio de nota, que a vida útil dos ônibus definida pela prefeitura não está diretamente relacionada à segurança dos veículos. A empresa afirma que todos os ônibus passam por vistorias e foram recentemente submetidos a perícia mecânica especializada, que atestou a segurança de sua circulação.

No entanto, a empresa destacou que, desde o início do contrato de concessão em 2016, tem enfrentado desafios devido ao descumprimento do contrato por parte do município, o que vem causando prejuízos e desequilíbrios econômicos e operacionais. 

“Entre as questões que ensejam o desequilíbrio do contrato por culpa do município, destacamos os impactos financeiros decorrentes da defasagem da tarifária histórica, das restrições de circulação impostas pela pandemia de Covid-19, a falta de custeio das gratuidades legais e da ausência de fiscalização e combate ao transporte clandestino”.

A empresa ressaltou a necessidade do cumprimento das obrigações contratuais por parte da administração pública para que haja a renovação da frota. 

“Antes de exigir um investimento de mais de R$ 30 milhões na renovação da frota, a Prefeitura de Guarapari deve cumprir suas obrigações contratuais e colaborar para o funcionamento adequado do sistema de transporte municipal”.

A Expresso Lorenzutti informou ainda que está buscando judicialmente o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato.

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