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Ibama exige que Samarco apresente novo Plano de Recuperação Ambiental

Por Livia Rangel

Publicado em 29 de janeiro de 2016 às 10:47

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Comunidade de Bento Rodrigues após rompimento da barragem. Foto: Divulgação Ibama

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O Ibama divulgou nesta quinta-feira (28) que encaminhou ofício à Samarco, exigindo que a empresa apresente um novo Plano de Recuperação Ambiental da região afetada pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG) no dia 05 de novembro.

O plano inicial foi considerado “genérico e superficial” pelo Ibama, que avaliou que se trata de um “plano preliminar”, ao contrário do que foi pedido pelo órgão. A Samarco tem até o dia 17 de fevereiro para entregar as complementações e atualizações exigidas.

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A equipe técnica responsável pela análise considerou que o levantamento não considerou “o imenso volume de informações produzidas e disponíveis até o momento, além de apresentar pouca fundamentação metodológica e científica”.

Ainda de acordo com o Ibama, o plano “não especifica, por exemplo, quais espécies da flora foram afetadas, quantas destas se encontram em risco de extinção ou quantas tem distribuição restrita nos locais atingidos pela lama”. Também não consta no documento a altura da lama depositada nas margens, subestima o impacto da tragédia na fauna aquática e faz uma abordagem superficial dos impactos na fauna terrestre. De acordo com a avaliação, a empresa “minimiza todos os impactos ambientais da ruptura da barragem”.

Segundo os analistas do Ibama “a falta de prazos definidos impossibilita qualquer monitoramento das atividades a serem desenvolvidas por parte dos órgãos competentes”. Outro ponto destacado na análise foi que os impactos sociais diretos e indiretos não foram sequer citados.

Extensão do desastre. No começo de dezembro, o próprio Ibama havia apresentado um laudo preliminar onde apontou que o rompimento da barragem afetou 1.469 hectares de terras, incluindo Áreas de Preservação Permanente (APP), e 663 km no Rio Doce e seus afluentes.

O volume total da barragem era de 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração de ferro, e pelo menos 34 milhões de m³ foram lançados no meio ambiente. Das mais de 80 espécies de peixes apontadas como nativas da bacia antes da tragédia, 11 são classificadas como ameaçadas de extinção e 12 só existem no Rio Doce.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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