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Igreja erguida por agricultor há 113 anos reabre para receber fiéis

Por Livia Rangel

Publicado em 11 de agosto de 2015 às 14:33

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procissao sao roque

Todos os anos, procissão reúne mais de 2 mil pessoas.

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No próximo domingo (16), acontece a tradicional Festa de São Roque, em São Roque de Quarto Território, interior de Alfredo Chaves. Com sentimento de devoção centenas de pessoas da região e municípios vizinhos irão celebrar uma tarde de festividades em uma capela a 800 metros de altitude, aberta especialmente para a ocasião

A missa, que acontecerá às 13h será o ponto alto da festa. Em seguida serão promovidos sorteios e leilões de produtos da região. De acordo com a Igreja Católica do município, mais de duas mil pessoas participam da festa todos os anos.

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Para chegar até a igrejinha, desde a sede de Alfredo Chaves, são 14 km de estrada de chão, mas, ainda, é preciso deixar o automóvel e seguir a pé um trecho íngreme que corresponde a 20 minutos de caminhada.

Fiéis de diversas regiões do município promovem romarias. Os moradores da comunidade param os trabalhos diários para dedicar devoção ao santo. Muitos caminham alguns quilômetros a pé para agradecer pelas graças alcançadas.

capela sao roque

Capela fica a 800 metros de altitude, depois de uma trilha de 20 minutos de caminhada.

 

Promessa originou tradição

Segundo a comerciante e bisneta do fundador da capela, Marilene Partelli, a família construiu a edificação para agradecer a uma prece atendida. Em 1899, o italiano Amadeu Partelli, já instalado em Alfredo Chaves, resolveu partir para o Rio Grande do Sul para procurar melhores terras.

Ao chegar ao novo destino, ele e sua esposa foram roubados e ficaram sem dinheiro e nenhum pertence. Como ele era muito religioso, fez uma promessa a São Roque: que se conseguisse voltar para Alfredo Chaves, precisamente para a comunidade de Quarto Território, iria construir uma capela em devoção ao santo. Como a graça foi alcançada, ele cumpriu a promessa e no dia 16 de agosto de 1902 inaugurou a igrejinha construída de pau a pique, onde hoje a comunidade celebra missa uma vez por ano.

Segundo os familiares, que hoje moram em diversas comunidades de Alfredo Chaves, “depois de muitos anos a igreja pegou fogo e não restou nada da pequena capela. Mais tarde foi construído um cruzeiro no local das ruínas e o pároco da cidade começou a celebrar missa uma vez por ano”.

Em 1943 foi erguida uma nova capela, os materiais para a construção eram conduzidos por burros, pois o morro é muito íngreme, a cerca de 800 metros de altitude. Em 1997 foi erguida a torre da igrejinha e instalado energia provisória. “Somente em 2007 a energia foi colocada definitiva e instalada uma bomba para levar água até o alto do morro”, conta Marilene.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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