Anúncio

Justiça determina e Estado não cumpre com medicamento

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 7 de novembro de 2017 às 09:20

Anúncio

por Carolina Brasil

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Família de Guarapari está com o filho, um bebê de apenas sete meses, internado por não ter acesso ao medicamento necessário para ir para casa.

IMG 20171106 WA0016

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

 

Miguel Vinícius dos Santos Sant’Ana nasceu em 10 de abril de 2017 e foi diagnosticado com hipoglicemia hiperinsulinêmica persistente. O nome complicado ilustra bem o que tem passado esse bebê e a família dele. Isso porque, para ter alta hospitalar e controlar a doença em casa, Miguel precisa do medicamento chamado Diazóxido 50 mg em gotas, importado e de alto custo que não faz parte da lista de medicamentos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Sendo assim, a família entrou com pedido na Defensoria Pública que determinou que o Estado adquirisse e fornecesse a medicação, o que não aconteceu. “Já são quase quatro meses e nada. Meu filho pode ir para casa e precisa do remédio para isso, mas o Estado não faz a parte dele”, desabafa a mãe Vitória dos Santos Ramalhete.

Entenda o caso

Miguel está internado no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves desde o nascimento, quando recebeu o diagnóstico e passou a ser tratado com a mesma medicação pretendida via intravenosa, essa disponível no SUS. Porém, a permanência no hospital traz risco para a saúde dele, que, inclusive, já contraiu uma infecção hospitalar. Enquanto segue no hospital, o bebê tem o desenvolvimento prejudicado. “Ele nunca saiu do hospital, ainda não engatinha, e ainda corre risco de ficar doente aqui”, relata a mãe.

IMG 20171106 WA0015

De acordo com a Assistência Farmacêutica, o medicamento deve chegar em 120 dias.

A doença

Na hipoglicemia hiperinsulinêmica persistente a quantidade de insulina produzida pelo pâncreas fica descontrolada e em excesso, o que diminui a glicemia do organismo e pode causar danos cerebrais irreversíveis, convulsões, com risco de morte.

 

O que diz a Secretaria de Estado da Saúde – Sesa

Em nota, emitida pela assessoria de comunicação da Sesa, a Gerência de Assistência Farmacêutica informou que o processo de compra está em andamento com previsão de disponibilidade em aproximadamente 120 dias.

 

Leia a nota na íntegra:

“As Farmácias Cidadãs Estaduais ofertam este medicamento em comprimidos, mas a indicação é de que seja utilizado em gotas por conta da idade do paciente. Esta composição não faz parte da lista de medicamentos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é importado, portanto, demanda um tempo maior para aquisição e depende de liberação da Anvisa e trâmites alfandegários. A previsão é de que o medicamento esteja disponível em cerca de 120 dias.”

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

Tags:

Conheça também o +Sou.
Conteúdo social e empresarial de Guarapari.

Anúncio

Anúncio

Anúncio

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Veja também

medininha-day-2

É neste domingo (22)! Guarapari recebe 2ª edição do Medininha Surf Day

WhatsApp Image 2026-02-20 at 14.11.35

Gratidão e lealdade: Ferraço destaca atenção aos 78 municípios do Estado

Anúncio

Anúncio

Foto: arquivo

Sua saúde: fique por dentro das vacinas recomendadas ao longo da vida

WhatsApp Image 2026-02-19 at 16.06.58

Operação Carnaval 2026: PM divulga balanço das ações em Guarapari

Anúncio

aula de inglês rede estadual de Alfredo Chaves

Sedu amplia programa e prorroga inscrição para inglês e espanhol gratuitos

medininha-day-2

É neste domingo (22)! Guarapari recebe 2ª edição do Medininha Surf Day

Anúncio

Anúncio