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Mãe pede ajuda para encontrar os filhos que não vê há quase 30 anos

Por Carolina Brasil

Publicado em 9 de novembro de 2018 às 11:25

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A moradora de Amarelos, em Guarapari, foi separada dos meninos quando morava na cidade de Camacan/BA.

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Em meio às lágrimas, Dona Lindinalva relata o que aconteceu. Fotos: Hamilton Garcia

Os meninos Fábio Crisostomo de Jesus e Fagner Crisostomo de Jesus, hoje, com 29 e 30 anos respectivamente, são os primeiros filhos de Dona Lindinalva Crisostomo da Cruz (46). Deles, ela carrega a saudade e a certidão do mais velho, uma segunda via que ela conseguiu quando voltou à cidade de origem Camacan, no sul da Bahia, há uns 20 anos. Segundo ela, no registro do caçula feito no mesmo cartório não constava o nome da mãe e, por isso, não pôde retirar o documento.

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Dona Lindinalva, que mora na localidade de Acapulco, em Amarelos, busca informações e ajuda para localizar os filhos. Ela nos contou que eles foram levados pelo pai deles, Gilmar de Jesus, quando ainda eram bebês, com apenas um e dois anos de idade. “Eu vivi três anos com o pai dos meninos, ele começou a me bater e eu fui embora de casa com eles. Deixei os dois com a minha tia Cotinha para trabalhar, trabalhava na fábrica de lajota. Foi nessa época que ele (Gilmar) foi lá, pegou o meu mais velho e carregou. Eu tinha uns 17 anos, não entendia nada da vida… Eles (Gilmar e uma tia) foram lá e pegaram o mais novo… Eu fui buscar eles e fui recebida com tiro, me tocaram de lá…”, lembrou.

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Os únicos registros que Dona Lindinalva tem: Uma certidão de nascimento e uma foto dela com a avó paterna dos meninos (Clemência Maria de Jesus, de vestido rosa).

Segundo ela, quando retornou à Camacan, no ano 2000, em busca da certidão de nascimento dos filhos, encontrou Maria (tia do Gilmar), que disse que os meninos moravam em Ubatuba/SP, próximo à rodoviária. Sem mais detalhes, recursos para uma viagem e grávida, Dona Lindinalva não conseguiu ir até São Paulo.

“Meu desejo é encontrar eles, saber como eles estão. Eu vivo sozinha, não vou mentir não… bebo para dormir, vivo muito doente, uma solidão danada, quem me ajuda é minha filha, a outra mora longe, eu saio fico dois três dias aqui e volto”, contou Dona Lindinalva fazendo referência a Lidiane (23) e Liliane (22), filhas de um relacionamento posterior. “Depois que o pai deles tirou eles de mim, nunca mais consegui ver os meus filhos, soube de um homem que embarcou com dois meninos na rodoviária de Camacan e mais nada. Aí eu fui para Porto Seguro tentar fazer minha vida, trabalhei na casa de um ‘doutor’ cuidando de duas crianças… depois voltei para Camacan e conheci o pai das minhas duas filhas, mas nem Gilmar, nem os meninos tinham voltado para lá”.

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Dona Lindinalva ao lado de uma das filhas, Lidiane, e duas de cinco netos que tem.

Quem tiver alguma informação ou puder ajudar Dona Lindinalva, basta entrar em contato pelos telefones (27) 99856-3897 ou 99759-1179.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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