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Mãe relata crime de injúria racial contra o filho em escola de Guarapari

O crime teria acontecido no ano passado dentro da sala de aula em frente a outros alunos

Por Aline Couto

Publicado em 16 de maio de 2023 às 13:40

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escola rosindo meaipe
Foto: reprodução.

Elaine Cunha, mãe de um aluno de 15 anos da Escola Estadual do Ensino Fundamental – EEEF Manoel Rosindo da Silva, localizada no bairro Meaípe, em Guarapari, relatou que descobriu há poucos dias que o filho sofreu o crime de injúria racial no ano passado, através da coordenadora escolar da instituição e a diretora ciente da situação não tomou providências.

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De acordo com os relatos de Elaine, que descobriu a situação há poucos dias através de outra mãe de aluno, o filho estava com colegas na sala de aula, em um momento entre as atividades com um fone de ouvido, quando a coordenadora entrou e disse que se ele quisesse ouvir música camuflado teria que comprar um fone preto igual a ele. Naquele momento o aluno se tornou motivo de piada dos colegas.

“Ele estava no intervalo da aula de português com mais três adolescentes quando a coordenadora apareceu e falou para ele comprar um fone preto para ficar disfarçado. Ele não me falou nada, mas tem estado muito triste e com baixa autoestima”.

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Após a descoberta do acontecido, a mãe contou que tentou contato com a diretora da escola, mas ela demorou dias para responder. E quando retornou informou que a equipe é competente para resoluções de problemas, e que ela só é acionada quando a situação é grave.

“Assim que soube liguei para a diretora que não me atendeu, depois entrei em contato com a pedagoga que disse que a profissional estava ocupada. Mandei um áudio para diretora explicando toda situação. Mas enquanto aguardava o retorno, conversei com a pedagoga, professores e a coordenadora, que confirmou a fala com o meu filho, mas disse que não havia feito por mal. Tenho um documento assinado por mim e por ela confirmando a fala”.

Como não foi ouvida, e muito menos teve a questão resolvida pela diretora, a mãe buscou uma advogada e está recebendo orientações para que haja retratação por parte da escola.

O que diz a Sedu

Diante dos fatos relatados, a Secretaria Estadual da Educação – Sedu foi procurada para esclarecimentos.

A resposta veio através de nota:

“A Superintendência Regional de Educação de Vila Velha informa que acionou a escola para esclarecimentos e verificou, junto à direção, sobre o ocorrido. Seguindo o Regimento Comum das Escolas, a família do aluno citado foi convidada para um diálogo na unidade de ensino para esclarecimentos dos fatos, com presença da diretora, coordenadora e de dois representantes do conselho de escola. A reunião está agendada para esta terça-feira. A direção da escola destaca que preza pelo respeito e cordialidade e que está à disposição dos responsáveis do estudante.

 A Sedu destaca que o Governo do Estado instituiu, no início deste mês de maio, o Programa de Educação para Relações Étnico-Raciais no Espírito Santo (ProERER) e lançou o Caderno Orientador para Relações Étnico-Raciais no Espírito Santo, que é um material de apoio pedagógico desenvolvido pela Comissão Permanente de Estudos Afro-brasileiros (Ceafro), vinculada à Gerência de Educação do Campo, Indígena e Quilombola (Geciq). Todo o conteúdo está em consonância com as Leis n° 10.639/2003 e n° 11.645/2008, e com a Resolução CNE/CP n° 01/2004, que institui a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-brasileira e Indígena” no Currículo Oficial da Rede de Ensino, por meio das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais”.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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