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Manifestação de rodoviários de Guarapari segue e ônibus podem ter frota reduzida a partir de amanhã (16)

Por Gislan Vitalino

Publicado em 15 de janeiro de 2022 às 15:00

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Foto: reprodução.

Na última terça-feira (11), os funcionários da Expresso Lorenzutti, empresa responsável pela concessão do transporte coletivo municipal, definiram por iniciar um estado de greve, que pode resultar na redução da oferta dos ônibus caso a empresa não apresentasse resposta às demandas dos funcionários pelo pagamento em dia dos salários acordados. Segundo o membro da diretoria do sindicato responsável, Enis Gordin, a manifestação está mantida e a greve tem início a partir deste domingo (16).

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Na tarde desta sexta-feira (14), Enis Gordin, diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Guarapari (Sintrovig), frisou que a categoria não teve retorno por parte da empresa. “Até o momento, os funcionários não tiveram nenhuma resposta dos pontos apresentados e a negociação não avançou”, explicou o diretor.

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Após a publicação do edital de greve, a legislação prevê um prazo de 72h para realização da paralização ou redução do fornecimento do serviço em movimento de greve. Segundo o representante do sindicato, o prazo se conclui neste sábado (15), possibilitando a redução do serviço a partir de domingo (16). Entretanto, como o transporte público já possui frota reduzida aos domingos, a população deve notar o movimento de greve na próxima segunda-feira (17).

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O que diz a Expresso Lorenzutti?

Na ocasião do comunicado de greve, a empresa Expresso Lorenzutti divulgou um comunicado em que se posiciona sobre a manifestação. Confira abaixo a reprodução do comunicado na íntegra.

Ressaltamos que os representantes da empresa estiveram reunidos com o Secretário de Transportes do Município Luiz Carlos Cardozo, em 20/12/2021, e  os representantes do Sindicato SINTROVIG, e com ocasião em que a empresa reiterou que  vem passando por dificuldades financeiras tendo em vista que o custo operacional do sistema é superior a receita auferida em decorrência de dois fatores principais:

A concorrência ruinosa que vem sofrendo por conta de VANS que realizam o transporte clandestino no Município de Guarapari e a falta de reequilíbrio econômico e financeiro do contrato, e que não mediria esforços para regularizar entre as medidas a solicitação ao Município através de processo administrativo para realizar a compra/aquisição de créditos de vale transporte, recurso esse que seria utilizado na sua totalidade para pagamento de salário e/ou benefícios.

Importante destacar que a empresa não comunga com esse tipo de manifestação, visto que a paralisação ocasiona transtorno a operação do serviço e aos usuários do transporte de passageiros, bem como causa prejuízo financeiro a empresa e inclusive tem vendido patrimônio para quitar salários e benefícios”.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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