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Antônio Ribeiro escreve para o folhaonline.es aos domingos e, a cada semana, o colunista relaciona Guarapari ao tema do momento. Antônio é administrador de empresas, viveu em Porto Alegre, São Paulo e Curitiba, esteve em todos os estados brasileiros, a exceção de Acre, Roraima e Amapá, ministrou cursos em todos os países da América Latina, menos nas três Guianas, e escreveu o Guia de Férias e Feriadões.

Melhorei tanto minha saúde que decidi me mudar para Guarapari

Por Antônio Ribeiro

Publicado em 27 de setembro de 2020 às 09:00
Atualizado em 28 de setembro de 2020 às 14:17

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Antônio Ribeiro (*)

Foto: Antônio Ribeiro

Como hipertenso severo nos últimos 25 anos, com picos de 18 x 10 há quatro anos, que me fez vender a empresa para mudar de vida e 21.5 x 11, de novo na UTI, decidi que o frio de Curitiba, onde vivi os últimos 30 anos, estava me prejudicando por ser um vaso constritor e elevador da pressão arterial. Saí em busca de um lugar mais quente para passar os invernos, pensando no Nordeste como destino. Para tanto planejei uma viagem ao sul da Bahia, do qual me falavam maravilhas em termos de temperatura e praias. Porto Seguro era o destino e fiquei impressionado com a quantidade de vôos, hotéis, pousadas e turistas para lá.

Indo por via rodoviária, num motor home pequeno, em Volta Redonda saí da Via Dutra e tomei a Rio – Bahia, para fugir do Rio de Janeiro, que sediava os Jogos Olímpicos. Chegando em Minas Gerais dei-me conta que se pegasse a BR 101 estaria mais perto do litoral e poderia conhecer as praias do Espírito Santo. Encantei-me por elas. Como ex-aluno de colégio jesuíta, gostei de Anchieta, onde o padre faleceu, de Marataízes, Iriri, Meaípe e decidi dormir em Guarapari, para no outro dia conhecê-la melhor. Já a noite caminhando pelo calçadão do centro, levei um susto: minha pressão de 15 x 9 desceu para 13 x 8 e no dia seguinte 12 x 8. Algo inédito para mim!

Voltei mais três vezes a Guarapari ainda em 2016, impressionado com os resultados de baixa na minha pressão, tanto que na quarta vez, já vim decidido a comprar um terreno e mudar para cá, em busca da cura para o meu calvário de mais de duas décadas. Em duas semanas no verão, minha pressão baixou para 11 x 7 e nos dias mais quentes, inacreditáveis 10 x 6. Na opinião do meu cardiologista, a mudança no modo de vida de um hipertenso é parte de seu tratamento e viver ao nível do mar, ajuda a diminuir a pressão arterial. Mudar a alimentação, caminhar e outras atividades físicas, são boas indicações para o coração. Tudo isso ajudou na mudança do meu patamar pressórico.

O Dr. Silva Mello, médico que morou nos EUA e na Europa, onde fez doutorado em radioterapia, ficou impressionado com as curas constatadas, tendo descrito uma série delas em seus artigos e num livro definitivo: “Guarapari, maravilha da natureza”, onde afirma que ela é a cidade mais radioativa do mundo. No interessante livro “Guarapari, muito mais que um sonho lindo”, a autora Beatriz Bueno comenta que no Japão, uma corrente defende que a radioatividade é benéfica quando existente na natureza, afirmando o Professor Moroshima que seus benefícios medicinais em alguns tratamentos são notórios.

Sinto como ponto forte a brisa do mar, que em Guarapari é diferente das mais de cem praias que conheci, estimulando a longas caminhadas como fazia José de Anchieta, que veio para o Brasil doente e por aqui muito andou até se curar e virar santo, além do jeito tranqüilo da cidade nos meses de março a dezembro, melhor época para desfrutá-la. Outro possível fator para a melhora na pressão e outros problemas ligados a ela, pode ser a alimentação rica em frutas e legumes, que por serem da região, podem ter algo de radioatividade e assim colaborar para a súbita melhora dos que passam uma temporada na cidade.

Sempre me considerei um cético em relação a estas curas sem explicação científica, mas os benefícios foram tantos e o tempo tão rápido, que mudei de ideia neste particular. Tudo isso sem falar do valor terapêutico das areias monazíticas, as famosas areias pretas do Espírito Santo, comprovadamente benéficas a quem tem problemas de articulações. Se não acredita, faça como São Tomé: venha ver para crer e aproveite que as praias capixabas são lindas e os preços convidativos, principalmente se comparados com os da Bahia.

(*) O autor já teve 47 livros publicados, a maioria na área da saude.

As informações e/ou opiniões contidas neste artigo são de cunho pessoal e de responsabilidade do autor; além disso, não refletem, necessariamente, os posicionamentos do folhaonline.es

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