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Menina consegue autorização para ser medicada com Canabidiol

Por Livia Rangel

Publicado em 10 de setembro de 2014 às 00:00

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Moradores de Guarapari, Geberson e Patrícia Guisso, embarcaram nesta terça-feira (09) com destino ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas/SP, para uma missão especial. Buscar um medicamento a base de canabidiol (CBD), para tentar dar uma maior qualidade de vida à sua filha, a pequena Giovanna de Souza Guisso, 12 anos.

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Por ser feito à base de um composto presente na maconha, o remédio é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entretanto, em alguns casos, a sua importação é permitida. Foi o que aconteceu com Giovanna, que sofre com a Síndrome de Dravet, um tipo de epilepsia severa da infância que gera crises convulsivas graves.

As crises da menina começaram quando ela tinha apenas dois meses de idade. De acordo com os pais, Giovanna faz uso de pelo menos quatro medicamentos diferentes diariamente, totalizando 10 comprimidos por dia, para combater às mais de 25 crises por mês.

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“Hoje mesmo, antes de sairmos de casa, a Giovanna teve uma crise. Saímos com o coração na mão”, contou o pai da menina, o contabilista Geberson Guisso, 36 anos. Ele explicou ao G1 ES o longo processo para conseguir a liberação do remédio.

“Após conversarmos com pediatras e neuropediatras, que nos apoiaram na decisão de usar o remédio, demos entrada com o processo na Anvisa em junho e só conseguimos a liberação há 15 dias. Foram três meses de muita luta, reunindo documentos, reunindo outros e repetindo o processo até conseguirmos”.

Sobre a polêmica do assunto – uso medicinal da maconha – Patrícia e Geberson afirmam não se arrepender da decisão. “É o mesmo que a morfina, que é a base de ópio. Você imagina um tratamento de câncer hoje sem morfina?”, questiona Patrícia.

Geberson ainda critica a proibição do Governo em relação ao remédio. “Eles têm que entender que não estamos dando maconha, não é a mesma coisa como é traficada. É só uma das substâncias que compõe. O Governo precisa abrir a mente a respeito disso”.

Solidariedade. Apesar da autorização, o casal ainda tem um grande desafio: arcar com o alto custo do Canabidiol. Os dois tubos do remédio encomendados da Califórnia custaram U$ 950 (cerca de RS 2.166), fora o custo com as passagens para buscar o medicamento, que somente pode ser retirado em Campinas.

Patrícia Guisso, mãe de Giovanna, diz que só conseguiu pagar todo o processo para conseguir o remédio com a ajuda da comunidade católica da qual participa. “Tivemos a ideia de fazer uma noite de caldos para financiar parte dos custos, mas o pessoal da igreja abraçou e fizeram um grande evento, só tenho a agradecer”, contou Patrícia.

Com informações do G1 ES

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