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Meninos prodígios do surf em Guarapari estão de olho no futuro

Por Glenda Machado

Publicado em 6 de agosto de 2017 às 11:30
Atualizado em 7 de agosto de 2017 às 08:56

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Em cada remada a vontade de chegar ainda mais longe. A cada onda a realização de um sonho mais presente. É assim que os meninos Emanuel Bigossi, Josué Marin e Patrick Cassilini, dividem a grande paixão pelo surfe. Prodígios de Guarapari, eles se desdobram entre escola, família e o mar para dar conta da série de campeonatos que participam.

Meninos prodígios do surf em Guarapari estão de olho no futuro

Os prodígios ao lado dos pais que acompanham em todas as competições. Foto: João Thomazelli.

De acordo com Emanuel Bigossi, atual campeão estadual sub-14, o esporte surgiu na vida dele ainda bem novo, inspirado pelo pai Themistocles Bigossi. “É muito bom ter esse incentivo do meu pai. Pretendo continuar praticando o esporte e quem sabe participar de um mundial”, disse empolgado.

Um grande orgulho para o pai que leva o filho em todas as competições que consegue. “Ver meu filho surfando nas ondas é a realização de um sonho para mim. E eu me desdobro para leva-lo em qualquer competição que aparece”, completou Themistocles.

Já o menino Josué disse que começou a surfar mesmo para emagrecer e acabou tomando gosto pelo esporte. “Eu comecei a surfar com meu pai. Na época eu era meio gordinho e fiz para emagrecer mesmo. Depois eu continuei e quando vi os outros meninos competindo resolvi entrar também e estou conseguindo bons resultados até agora”, explicou ele que  surfa desde os quatro anos.

Inspirados nos atletas do momento: Gabriel Medina, Felipe Toledo, Mineirinho, ou até mesmo os estrangeiros Kelly Slater, Mick Fanning e Jonh John Florence, o atleta Patrick Cassilini também pretende chegar em lugares mais altos. “Eu comecei bem cedo, com meu pai. Ele é surfista e me levava para a praia com ele. Aí depois de uma certa idade comecei a ficar melhor e competir com os outros da minha idade. Surfar é muito bom, é a melhor coisa”.

De olho no futuro

Aproveitando o bom momento do esporte, no cenário nacional e mundial, a Federação de Surf do Estado do Espírito Santo (Fesurf) está se organizando e de olho nas olimpíadas de Tóquio. Agora o esporte é olímpico e uma grande oportunidade para os atletas do

Meninos prodígios do surf em Guarapari estão de olho no futuro

Emanuel Bigossi, Josué Marin e Patrick Cassilini, dividem a grande paixão pelo surfe. Foto: joão Thomazelli

município.

Quem explica essa história é um dos membros da diretoria, Alex Willians. Ao lado do diretor Vladimir Bittencourt e o presidente, Marco Antônio Dedinho, eles pretendem elevar o surf estadual a outro nível. “A mossa ideia hoje é fomentar o estadual, tanto que lançamos agora o Circuito Estadual Bahamas Surf-Pro, com quatro etapas. Uma agora em agosto na Praia do Morro, outra em setembro em Setiba, outubro na praia de Solemar na Serra, e novembro na praia D’ulé, novamente em Guarapari. Vamos ficar de olho nos atletas prodígios e elevar o nível do surf no nosso estado”, explicou.

Além dos meninos prodígios vários atletas profissionais também estão aqui no município como: Caio Freire, Marcelo Mesquita, Fabricio, Diogo Leão, que chegou a participar de mundial, e outros surfistas. “Guarapari é um celeiro agraciado para os esportistas da modalidade”, completou Alex.

Meninos prodígios do surf em Guarapari estão de olho no futuro

Cid Lisboa ao lado do seu filho Yuri em uma das trips de surf. Foto: arquivo

Para se inspirar

Em Guarapari, a geração da década de 80 tinha como referência Tom curren e Martin Poter, no cenário nacional era o Dadá Figueiredo e também os capixabas Nelson Ferreira e Nilton Miranda.

É o que diz o surfista Cid Lisboa. Ele que foi um dos precursores do surf na cidade ao lado de Evandro Rabelo, o saudoso Mario Sérgio, Rob Zé, Chequetto e Marcelo Magnago. “Já tivemos uma fase muito boa no esporte aqui no município. Tínhamos campeonatos municipais. Eu mesmo já fui campeão sete vezes. Esperamos que o esporte tenha mais apoio e incentivo para essa nova geração”, disse.

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Gegego buscou o surf como uma opção de esporte em sua rotina corrida. Foto: arquivo

Ele que não parou no surf, compete até hoje na categoria máster. E ao lado do filho Yuri Lisboa, faz diversas ‘trips’ pelo Brasil e também no mundo. “Surfar ao lado do meu filho é muito emocionante. Vê-lo evoluir no esporte é algo que me deixa super feliz. Estamos sempre programando uma viagem juntos”, contou Sid que está arrumando as malas para viajar para o Peru e também para a Califórnia.

E não importa a idade, o surf caiu nas graças de todos. Criança, adulto, adolescente ou idoso. Para José Agérico (Gegeco), o esporte foi muito importante para a sua saúde. Ele que jogava bola desde novo, não aguentava mais as lesões e procurou em outra prática o bem estar. “O contato com a natureza e o ambiente que só depende de você e a onda perfeita. É o esporte perfeito”, disse.

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Marília Baltar e Lucas Pitanga. Surf e namoro andam juntos. Foto: arquivo

Para Marília Baltar, além da qualidade de vida o esporte trouxe o amor. Ela que namora com o surfista Lucas Pitanga, agora aproveita junto com ele as ondas dos picos da cidade. “Eu sempre gostei do mar, mas não sabia surfar. Até que conheci o Lucas e começamos a namorar a partir daí. Surfar junto com o namorado é um grande incentivo”, explicou.

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Para Alex o contato com a natureza é o melhor do surf. Foto: arquivo

Membro da Federação de Surf, Alex Willians também começou a surfar desde os oito anos de idade. “Voltei a surfar faz um ano e meio, sou um dos dirigentes da federação, surfista e competidor. Amo Guarapari, amo praia (risos). Lembro das primeiras pranchas que eu ganhei dos meus pais. E pretendo continuar curtindo essa energia”, finalizou.

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