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Músico é ouvido por CPI dos Shows; vice-prefeito de Guarapari não comparece

Devido à ausência de um dos testemunhos, uma nova reunião foi marcada

Por Larissa Castro

Publicado em 22 de julho de 2020 às 17:22
Atualizado em 23 de julho de 2020 às 13:25

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A Comissão Parlamentar de Inquérito dos Shows foi criada no ano passado, com prazo de encerramento para o dia 28 de julho de 2020. Na tarde de ontem (21), a CPI convocou o maestro Mauro Sérgio Nascimento e o atual vice-prefeito de Guarapari e ex-secretário municipal de Turismo, Miguel Agrizzi. Na ocasião de extrema importância para averiguar supostas fraudes nos pagamentos de eventos realizados pela Prefeitura Municipal de Guarapari, o atual vice-prefeito não compareceu.

Segundo o presidente da comissão, Denizart Luiz (Podemos), a ausência do ex-secretário de Turismo Miguel Agrizzi, ocasiona em um novo agendamento, pois as investigações só podem ser encerradas quando todas as testemunhas apresentarem depoimentos.”O Miguel Agrizzi entrou com petição para ser ouvido por último; o pedido foi atendido, mas ontem ele não compareceu, alegando, pelos advogados, haver funcionários do escritório de advocacia com suspeita de Covid-19. Mesmo sendo convocado como testemunha, no entendimento dele, só iria na presença de um advogado, mas não há necessidade. Agora, por ter prazo de encerramento da investigação, ele será conduzido coercitivamente pela Polícia Militar, caso não compareça na próxima, que será exclusiva para ouvi-lo”, explica Denizart.

Músico é ouvido por CPI dos Shows; vice-prefeito de Guarapari não comparece

Na ocasião, o maestro Mauro Sérgio Nascimento, que se apresentou na Esquina da Cultura, depôs a versão dele ao ser questionado sobre a licitação feita entre o músico e a prefeitura, pagamentos de recursos, recolhimento de impostos ISS, fraude a partir dos recursos recebidos pelo município, e outras questões.”Eu entendo que temos que prestar esclarecimento, estou aqui para isso. Os 70 mil foram para mais de 20 shows, pois eu tive shows repetidos. O valor que eu propus inicialmente foi bem mais que 70 mil, pois envolveu outros cantores da cidade também, mas na primeira tentativa eu não consegui, então baixei valores. Fui convidado a fazer, então, fui e atendi ao pedido”, relata em parte do depoimento.

Para o presidente da comissão, ficou entendido que o maestro possuiu duas formas de recebimento. “Entendemos que ele recebia como pessoa jurídica, um valor para outros eventos, e para o município, com as bandas, outro valor mais alto. Além de mais erros observados, se comparado a outras apresentações dele”, explica Denizart.

A próxima e última reunião com a presença de testemunho está marcada para esta quinta-feira (23), às 15h.

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