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Para onde vai o sangue que você doa?

Por Livia Rangel

Publicado em 18 de junho de 2015 às 15:49
Atualizado em 18 de junho de 2015 às 15:51

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Hemoes_200215_Sesa_jpgDepois de sofrer um grave acidente de moto, em maio do ano passado, a comerciante Ione Duarte Costa, 59 anos, passou por longos períodos de internação e algumas cirurgias. Em sua última passagem pelo hospital, ela precisou fazer transfusão de sangue, um procedimento que só é possível porque existem pessoas que se dispõem a ajudar.

Obviamente, a comerciante não sabe de quem é o sangue que hoje corre nas veias dela, mas garante que, se soubesse, agradeceria. “Elas ajudaram a salvar a minha vida. Quem doa sangue faz um papel muito bonito. Acredito que nada há de faltar para as pessoas que fazem isso”, diz Ione Duarte, que precisou realizar seis transfusões de sangue.

Cada doador pode ajudar até três pessoas com uma única doação. O sangue é dividido em quatro partes: concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas, plasma fresco e crioprecipitado, que é um concentrado de proteínas. Segundo a coordenadora da Agência Transfusional do Hospital Estadual de Urgência e Emergência, Daniella Cabral Stelzer Dazzi, os hemocomponentes mais utilizados no dia a dia dos hospitais são o concentrado de hemácias e o concentrado de plaquetas.

“O concentrado de hemácias é utilizado para restauração da capacidade de transporte de oxigênio. É aplicado, por exemplo, em quadros de anemia e perda aguda de sangue. Já o concentrado de plaquetas é utilizado quando há baixa de plaquetas num nível que coloque o paciente em risco de sangramento ativo. É utilizado, por exemplo, em casos de dengue e em pacientes em tratamento de câncer”, detalha.

Demanda

Os intensivos apelos para doação de sangue não são à toa. Para se ter ideia da complexidade do processo de transfusão sanguínea, Daniella Dazzi explica que um paciente adulto que necessita de uma única transfusão de concentrado de plaquetas precisa da doação de sete pessoas em média. Dependendo do quadro do paciente, a quantidade de transfusões pode ser maior, elevando também o número necessário de doações.

O concentrado de plaquetas, segundo Daniella Dazzi, deve ser armazenado em temperatura ambiente e tem validade de no máximo cinco dias após a coleta, o que aumenta ainda mais a importância de doações constantes, pois sempre há pacientes nos hospitais necessitando desse hemocomponente.

Ainda de acordo com Dazzi, cada bolsa de sangue total doada gera uma bolsa de concentrado de hemácias. Esse hemocomponente é armazenado na geladeira, com temperatura entre dois e seis graus, e dura até 35 dias. Ainda bem que é assim, pois a demanda por este hemocomponente nos hospitais é diária.

“Dependendo do perfil do hospital, pode-se utilizar mais ou menos um ou outro componente do sangue. Mas o concentrado de hemácias, de forma geral, é o mais utilizado”, complementa a coordenadora da Agência Transfusional do Hospital Estadual de Urgência e Emergência.

Todos os hospitais estaduais são abastecidos com sangue coletado nas unidades do Hemocentro do Estado do Espírito Santo (Hemoes). Para o coordenador do Hemoes, Clio Venturim, o doador de sangue não tem outro papel a não ser o de salvar vidas. Ele ressalta que a doação é uma prática altruísta e um gesto concreto de preocupação com o próximo.

“Grande parte do trabalho do Hemoes é voltado para o incentivo à doação, pois sabemos que sangue não é fabricado industrialmente nem está disponível na prateleira da farmácia”, comenta Clio Venturim, enfatizando que a necessidade de transfusão de sangue não tem como ser substituída por qualquer procedimento médico.

Quem pode doar

Para doar sangue é preciso ter de 16 a 69 anos de idade, sendo que a primeira doação deve ser feita obrigatoriamente até os 60 anos. Menores de 18 anos só podem doar com a autorização dos responsáveis.

Caso o voluntário tenha almoçado, o procedimento deve ser feito após três horas. E se for um doador frequente, ele não pode deixar de obedecer ao intervalo para doação, que deve ser de dois em dois meses para homens e de três em três meses para mulheres.

O interessado deve apresentar um documento original com foto, preencher um cadastro com informações básicas e responder a um questionário. Em seguida, passará por triagem para examinar sinais vitais como pressão, pulso e temperatura.

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Onde doar sangue:

Hemocentro do Estado do Espírito Santo (Hemoes)
Tel. 3636-7900/7920/7921 – Avenida Marechal Campos, nº 1.468, Maruípe, Vitória. Funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h30, e aos sábados das 7h às 17h. [/box]

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