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PC investiga caso de corpo decapitado encontrado em Guarapari; nenhum suspeito foi detido
Em razão das circunstâncias, também é necessário aguardar laudo cadavérico e exames complementares
Por Redação Folhaonline.es
Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 11:52
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A Polícia Civil investiga a morte de um homem encontrado decapitado em um sítio na região de Meaípe, em Guarapari, na tarde da última terça-feira (3). O corpo estava em avançado estado de decomposição, com indícios de carbonização, dentro de uma moradia atingida por incêndio. Até o momento, nenhum suspeito foi preso, e a identificação oficial da vítima depende de exames periciais.
De acordo com a Polícia Militar, uma testemunha acionou a corporação após perceber que não tinha notícias do proprietário do sítio havia alguns dias. Ao ir até o local, encontrou janelas quebradas, paredes destruídas e sinais de vandalismo.
Durante a verificação, os policiais localizaram uma residência no interior da propriedade, aparentemente atingida por um incêndio. No interior do imóvel, foi encontrado um corpo em estado avançado de decomposição, com indícios de carbonização e decapitação.
Diante da situação, a Polícia Civil e a Polícia Científica foram acionadas para dar continuidade à ocorrência.
Investigação segue sob sigilo
Em nota, a Polícia Civil informou que o caso está sob responsabilidade da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari. Até o momento, nenhum suspeito foi detido. Segundo a corporação, detalhes sobre a investigação não serão divulgados neste momento para não comprometer os trabalhos.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passará por exames para identificação e determinação da causa da morte. Ainda de acordo com a Polícia Civil, o prazo legal para emissão do laudo pericial é de até 10 dias, podendo ser prorrogado. No entanto, em casos mais complexos, o processo pode levar mais tempo.
Quando há necessidade de exames laboratoriais, como DNA, o prazo pode chegar a até 30 dias. Já exames toxicológicos amplos e histopatológicos podem levar entre 60 e 90 dias.
Esses procedimentos são considerados fundamentais devido às condições em que o corpo foi encontrado.
Suspeita é que vítima seja Dante Brito Michelini
A principal suspeita é que a vítima seja Dante Brito Michelini, de 76 anos. O reconhecimento inicial foi feito por um irmão da vítima junto à polícia.
Apesar disso, a identidade só poderá ser confirmada oficialmente após o resultado do exame de DNA, já que a cabeça da vítima ainda não havia sido localizada até a última atualização da investigação.
Quem era Dante Brito Michelini
Conhecido como Dantinho, Dante Brito Michelini pertenceu a uma família influente no Espírito Santo no início dos anos 1970. Ele ficou nacionalmente conhecido por ter sido acusado no caso do desaparecimento, estupro e morte da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973, em Vitória.
Araceli tinha oito anos quando desapareceu após sair da escola, na Praia do Suá. Seu corpo foi encontrado seis dias depois, com marcas de violência sexual, em uma área próxima ao Hospital Infantil.
Dantinho, seu pai, Dante de Barros Michelini, e Paulo Constanteen Helal foram acusados pelo crime. No primeiro julgamento, em 1980, os três foram condenados. Em 1991, no entanto, acabaram absolvidos por falta de provas, devido a falhas na investigação. Em 1993, o crime prescreveu, e nenhum outro suspeito foi responsabilizado.
A data do desaparecimento de Araceli, 18 de maio, foi transformada na lei 9.970/2000, que marca o combate ao abuso e à exploração sexual infantil.
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