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Rodoviários paralisam ônibus em Guarapari e protestam contra quebra de acordo de pagamento

Adesão ao protesto realizado na manhã de hoje será decidida após chegada dos funcionários do turno da tarde

Por Gislan Vitalino

Publicado em 22 de abril de 2021 às 11:21
Atualizado em 23 de abril de 2021 às 09:32

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Fotos: leitores.

Embora essa quinta-feira (22) fosse um dia aguardado pela autorização de funcionamento do comércio, os trabalhadores de Guarapari enfrentaram dificuldades de locomoção. Os funcionários da Expresso Lorenzutti, empresa responsável pela concessão do transporte municipal, realizaram uma manifestação em frente à garagem e não trabalharam durante a manhã.

Os funcionários alegam que a empresa não tem cumprido os compromissos assumidos com os funcionários para o pagamento de salários e benefícios que se encontram em atraso.

A manifestação foi liderada pelo Sindicato dos Rodoviários de Guarapari (Sintrovig-ES). Segundo o presidente do Sindicato, Wanderley Gonçalves, conhecido entre os funcionários como Sabugo, a empresa pagou os funcionários, conforme o acordo, apenas até o dia 10 de abril. Outros pagamentos estariam previstos para o decorrer dessa semana. “Nós estávamos intermediando com os trabalhadores e a empresa realizou o pagamento até o dia 10, de 46% dos salários em atraso, mais o ticket alimentação de R$200,00”, contou Wanderley. Ele também frisou que além dos atrasos nos salários, cada funcionário possui, em atraso, cerca de mil reais em ticket alimentação.

Segundo o Sintrovig, a empresa alega não ter meios de pagar o restante do acordo, devido à crise econômica agravada pelas restrições de funcionamento impostas pelo Governo do Estado para enfrentamento à pandemia da Covid-19, doença causada pela transmissão do Coronavírus.

“A empresa alega que devido às restrições de funcionamento do Governo do Estado, está sem ter como pagar o combinado com os funcionários e dessa forma os trabalhadores não aceitam trabalhar”, explicou o presidente do Sindicato.

O outro lado

Em nota, a empresa explicou que vem sendo submetida à uma grave crise financeira, ocasionada por uma “histórica defasagem tarifária” e que tal crise teria se agravado em decorrência das medidas restritivas de circulação do Governo do Estado.

“Em virtude de todos esses fatos e, principalmente, da paralisação do transporte público municipal determinado pelo Governo Estadual por mais de 17 dias, a receita atualmente auferida não tem sido suficiente para cobrir os custos mínimos para operação do sistema de transporte”, afirma a nota da empresa, que também alega que o resultado tem sido um desequilíbrio econômico-financeiro no contrato de concessão.

Diante do cenário, a Expresso Lorenzutti explica que, na tentativa de evitar a interrupção do serviço, “realizou o pagamento da 3ª parcela referente ao acordo firmado com a categoria de forma integral, além de ter efetuado o pagamento de 50% do salário dos funcionários, no montante aproximado de R$ 200.000,00, no último dia 10 de abril”, afirma a nota.

A Expresso Lorenzutti, também afirma não ter recebido nenhum aviso prévio da paralização, o que a torna inconstitucional.

A nota também reitera aos funcionários que apesar da dificuldade em cumprir ao pagamento combinado após mais de dezessete dias de paralização do transporte, têm se esforçado para pagar aos funcionários o valor total da 3ª parcela do acordo firmado entre a empresa e o Sintrovig-ES.

Expectativa de retorno

Segundo o presidente do Sintrovig-ES, os funcionários seguem no local aguardando a chegada dos funcionários do turno vespertino para tentar, novamente, um diálogo com a empresa e eles decidirão sobre aderir ou não ao protesto realizado pelos funcionários do turno da manhã.

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