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Samarco pode voltar a operar com 60% da produção usando depósito provisório de rejeitos

Por Glenda Machado

Publicado em 14 de dezembro de 2016 às 14:34
Atualizado em 14 de dezembro de 2016 às 14:34
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A Samarco deve voltar a operar com 60% da sua capacidade de produção no próximo ano. Isso se for aprovado o novo sistema de disposição de rejeitos – a Cava de Alegria Sul, em Ouro Preto (MG). A alternativa provisória já recebeu anuência do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia. Agora está em processo de licenciamento junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad). Uma das etapas são as audiências que acontecem hoje em Ouro Preto e amanhã em Mariana.

A mineradora está com a operação suspensa desde 5 de novembro de 2015, após tragédia da barragem de Fundão, em Mariana (MG). Caso a Samarco obtenha a aprovação das licenças, o planejamento operacional da empresa prevê uma primeira fase de operação com 60% da capacidade, produzindo 18 milhões de toneladas de pelotas por ano. No Plano Integrado de Aproveitamento Econômico, protocolado no DNPM, a empresa previu uma produção de aproximadamente 36,7 milhões de toneladas de minério nos dois primeiros anos.

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O novo sistema de disposição de rejeitos fica no Complexo Industrial Germano-Alegria. De acordo com a empresa, a estrutura proporciona segurança por utilizar um espaço confinado, dispensando a construção de barragem como a de Fundão. Além de utilizar uma cavidade já existente no solo, a estrutura contará ainda com um dique de 10 metros de altura feito em solo compactado, resultando em capacidade total de armazenamento de 17 milhões de metros cúbicos de rejeito. Isso garantirá cerca de dois anos de operações.

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Esse ritmo de produção já geraria fluxo de caixa necessário para manter empregos e contribuir para o desenvolvimento das economias de Minas Gerais e do Espírito Santo, assim como do País. Neste ano em que ficou paralisada, foram dispensados 924 empregados por meio de um Plano de Demissão Voluntária e 153 em um Plano de Demissão Involuntária.

Um estudo produzido pela  “Tendências Consultoria Integrada” concluiu que se contu=inuar com a operação suspensa coloca em risco quase 20 mil vagas diretas e indiretas de emprego. Minas Gerais será o Estado mais afetado, com impacto potencial de 14.531 vagas, enquanto o Espírito Santo poderá deixar de contar com 4.111 vagas.

Em 2015, ano do rompimento da barragem de Fundão, a Samarco produziu 24,9 milhões de toneladas, sendo 97% em pelotas e 3% em finos de minério de ferro. Naquele ano, a companhia foi a 12ª maior exportadora do Brasil e gerou 3.027 empregos diretos, dos quais 1.736 em Minas Gerais e 1.291 no Espírito Santo.

Embora tenha ido considerada uma “solução extremamente segura, uma vez que se trata de disposição em cava proporcionando confinamento do rejeito” pelo DNPM, além da licença da Semad ainda é preciso obter do governo de Minas Gerais a licença corretiva, liberando assim todas as licenças ambientais que foram suspensas após a tragédia.

“Esse período foi de intenso aprendizado para a Samarco, que reconhece ter provocado grandes impactos sociais, ambientais e econômicos. Após um ano com as operações paralisadas, precisamos voltar a operar para continuarmos honrando os compromissos assumidos. Além disso, poderemos contribuir para a geração de empregos e a reativação das economias estaduais e do Brasil. A aceitação social, representada pelo consentimento da sociedade ao retorno das operações da empresa, é tão importante quanto obter as licenças técnicas”, afirma o diretor-presidente da Samarco, Roberto Carvalho.

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