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Semana terá eclipse lunar e poderá ser visto no Brasil

A visualização do fenômeno conhecido como “Lua de Sangue” será limitada e dependerá da região

Por Natiele Ribeiro dos Santos

Publicado em 1 de março de 2026 às 09:00

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Eclipse lunar foto nasa
Foto: NASA Ames Research Center/Brian Day

Na terça-feira, 3 de março deste ano, um eclipse lunar poderá ser observado ao redor do planeta. O fenômeno ocorre quando a Terra se posiciona diretamente entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural e provocando o efeito visual conhecido como “Lua de Sangue”. De acordo com informações da National Aeronautics and Space Administration (NASA), o eclipse será total em regiões da Ásia, Oceania e Pacífico, enquanto no Brasil a visualização será parcial e limitada pelo horário do nascer da Lua.

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O eclipse lunar acontece exclusivamente durante a fase de Lua cheia, quando há alinhamento entre Sol, Terra e Lua. Nesse momento, a Terra bloqueia a luz solar direta que iluminaria a Lua. Ainda assim, parte da luz do Sol atravessa a atmosfera terrestre e é desviada em direção ao satélite, adquirindo tons avermelhados e alaranjados. É esse fenômeno que dá origem ao apelido popular de “Lua de Sangue”.

Segundo a NASA, o eclipse do dia 3 de março terá diferentes condições de visibilidade ao redor do mundo. A totalidade será vista no:

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  • Entardecer no leste da Ásia e na Austrália,
  • Durante a noite no Oceano Pacífico
  • De madrugada na América do Norte, América Central e no extremo oeste da América do Sul.

O eclipse será parcial na Ásia Central e em grande parte da América do Sul. Já na África e na Europa, o fenômeno não poderá ser observado.

O que será possível ver no Brasil?

Embora o eclipse seja total em diversas regiões do planeta, no Brasil a situação será diferente. A Lua estará nascendo quando o fenômeno já estiver em andamento. Isso significa que, ao surgir no horizonte, parte do eclipse já terá ocorrido. O restante acontecerá com a Lua ainda baixa no céu e, posteriormente, já durante o dia, quando a luminosidade solar dificultará a observação.

De acordo com mapas de visibilidade, quanto mais a oeste do país, maior será a porção parcial visível do eclipse. Regiões próximas ao Amazonas terão melhores chances de observar a sombra da Terra avançando sobre a Lua.

Já áreas do leste brasileiro, incluindo trechos do Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Pernambuco, Sergipe, parte da Bahia, Espírito Santo e parte do Rio de Janeiro, praticamente não conseguirão acompanhar o fenômeno.

No Nordeste, Sul e Sudeste, a tendência é que a maior parte do público consiga observar apenas a fase penumbral, quando a Lua entra na região mais externa da sombra da Terra. Nessa etapa, o escurecimento é sutil e pode passar despercebido a olho nu.

Horários das fases do eclipse (horário de Brasília)

  • 5h44 – Início do eclipse penumbral: a Lua entra na penumbra da Terra e começa a escurecer levemente.
  • 6h50 – Início do eclipse parcial: a Lua passa a entrar na umbra, a parte mais escura da sombra terrestre. Surge o efeito visual semelhante a uma “mordida” no disco lunar.
  • 8h04 – Início da totalidade: toda a Lua está dentro da umbra e adquire tonalidade vermelho-acobreada.
  • 9h03 – Fim da totalidade: a Lua começa a sair da umbra e a coloração avermelhada diminui.
  • 10h17 – Fim do eclipse parcial: a Lua retorna completamente à penumbra.
  • 11h23 – Fim do eclipse penumbral: o fenômeno se encerra.

Como observar?

O eclipse lunar pode ser observado a olho nu, sem necessidade de equipamentos especiais, desde que a Lua esteja visível no céu. Para uma melhor experiência, recomenda-se procurar um local escuro, longe da poluição luminosa. Binóculos ou telescópios podem proporcionar mais detalhes, especialmente durante a fase de totalidade.

Para quem deseja fotografar o fenômeno, a orientação é utilizar uma câmera fixada em tripé e fazer exposições de alguns segundos, ajustando a sensibilidade e o tempo de captura conforme a luminosidade.

*Com informações da NASA

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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