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“Sobrevivi e posso contar”: presidente da Ales destaca protagonismo feminino durante evento em Guarapari

Marcelo Santos participou do evento da AMMA; iniciativa reuniu cerca de 250 pessoas

Por Natiele Ribeiro dos Santos

Publicado em 19 de março de 2026 às 16:15

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Marcelo Santos 3
Fotos: HM Comunicação

O presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), deputado estadual Marcelo Santos, participou nesta quarta-feira (18) do evento “Sobrevivi e posso contar”, realizado no Sesc Guarapari, em alusão à semana do Dia Internacional da Mulher. A iniciativa, promovida pela Associação Movimento Mulheres em Ação (AMMA) em parceria com outras instituições, reuniu cerca de 250 pessoas – majoritariamente mulheres – com o objetivo de promover conscientização, compartilhar histórias de superação e fortalecer o enfrentamento à violência de gênero.

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Com a presença de autoridades políticas, militares e representantes da sociedade civil organizada, o evento teve início com uma apresentação do coral Vozes do Bem e contou com a presença da Jacqueline Moraes, secretária de Estado das Mulheres e ex-vice-governadora do Espírito Santo, que discursou sobre o tema para os presentes.

Durante sua participação, o presidente da Ales, Marcelo Santos, enfatizou a importância de dar visibilidade às histórias das mulheres e transformar essas narrativas em instrumentos de mudança social.

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“Por trás de cada caso existe uma história real. E cada mulher tem uma história que precisa ser contada. Nós precisamos garantir o direito efetivo das mulheres, não apenas uma fotografia institucional, mas ações concretas que permitam que elas falem, sejam o que quiserem e disputem em igualdade de condições”, afirmou.

Marcelo Santos 2
Presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) e deputado estadual, Marcelo Santos

Ao abordar a persistência do machismo estrutural, Marcelo ressaltou que a violência doméstica ainda é um desafio complexo, muitas vezes invisível. “Grande parte dos casos acontece dentro de casa, onde o Estado não está presente. Por isso, é fundamental que a mulher denuncie e que o Estado esteja preparado para agir”, pontuou.

Ele fez questão de destacar o protagonismo feminino dentro da própria Assembleia Legislativa. “A espinha dorsal da Assembleia é comandada por mulheres. Elas entregam resultados e ocupam esse espaço por competência”, disse.

Marcelo também ressaltou sua atuação legislativa no combate à violência de gênero, destacando que a defesa dos direitos das mulheres está entre as principais pautas de seu mandato.

O parlamentar é autor de leis importantes na área, como a Lei 12.724/2026, que prevê a notificação obrigatória à OAB-ES em casos de violência doméstica envolvendo advogadas, e a Lei 12.206/2024, que institui o Cadastro Estadual de Condenados por estupro e violência doméstica contra a mulher. Entre as iniciativas de maior visibilidade está a Lei Estadual 11.243, conhecida como “Sinal Vermelho”, que popularizou o uso do “X” na palma da mão como pedido de socorro e que posteriormente foi adotada em âmbito nacional.

A presidente da AMMA, Miriam Rosecler, avaliou o evento como um sucesso e reforçou o propósito da instituição em fortalecer mulheres por meio da informação e do apoio mútuo. “Nosso objetivo é conscientizar e mostrar que nenhuma mulher está sozinha. Queremos plantar sementes de força e superação em cada uma que nos ouve”, afirmou.

Mirian e Jaqueline
presidente da AMMA, Miriam Rosecler e secretária de Estado das Mulheres, Jaqueline Moraes

Já a advogada e presidente da 4ª Subseção da OAB/ES, Mônica Goulart, chamou atenção para as formas silenciosas de violência que muitas vezes passam despercebidas.

“A violência não começa com a agressão física. Ela começa de forma silenciosa, com a destruição da autoestima, da dignidade. Muitas mulheres só percebem quando já estão em situações extremas”, alertou.

Monica Goulart 4
Advogada e presidente da 4ª Subseção da OAB/ES, Mônica Goulart

Ela também destacou avanços históricos importantes, como o Estatuto da Mulher Casada (1962) e a Lei do Divórcio (1977), mas ressaltou que ainda há um longo caminho a ser percorrido diante do machismo estrutural presente na sociedade.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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