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Uma vida a serviço de Cristo

Por Glenda Machado

Publicado em 21 de dezembro de 2015 às 08:00
Atualizado em 23 de dezembro de 2015 às 16:39
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Um exemplo de sabedoria. O sorriso estampado no rosto já é marca registrada. Só de estar ao seu lado é possível sentir uma paz interior indescritível. Além das palavras de inspiração, ele também passa o carinho pelo olhar e o conforto pelo abraço.

Difícil descrevê-lo. Talvez a melhor definição seja uma citação que ele mesmo gosta de lembrar a cada um de nós: “Cristo já dizia que está aqui para servir e não para ser servido”. E assim ele tem trilhado a sua trajetória.

Estamos falando do Pastor Doronézio Pedro de Andrade. Aos 55 anos, 29 são de dedicação à vida pastoral. Começou a caminhada em Maceió. Foi pastor de duas igrejas por oito anos. E lembra de cor quando assumiu a Primeira Igreja Batista de Guarapari: 5 de agosto de 1994.

Folha da Cidade –  Como foi a decisão de ser pastor?

Pastor Doronézio Pedro de Andrade – Eu sou pernambucano e meu pai foi pastor durante muitos anos. Com o exemplo dele já fui idealizando o meu futuro, mas certamente é uma chamada de Deus. É uma decisão muito pessoal. É uma experiência muito gratificante de ter o privilégio de servir as pessoas e servir ao meu Cristo.

O senhor já pensou em outros rumos?

Eu tenho duas formações acadêmicas além do seminário. Sou formado em Direito e em Psicanálise. Já dei aula em uma faculdade da cidade por um tempo, mas meu foco é usar esses conhecimentos para ajudar as pessoas. Eu quero ser útil para a sociedade como um todo: ouvindo, aconselhando, orientando.

Como é ser respeitado e admirado por toda a sociedade independente da crença?

Eu recebo com muita tranquilidade no coração. Não existe nenhum tipo de orgulho nem de vaidade. Eu vejo com muita responsabilidade de ter o privilégio de participar de momentos únicos e pessoais de cada um. Eu quero sempre poder ajudar e abençoar a todos. O importante é sermos útil para o nosso próximo.

Qual a avaliação que o senhor faz hoje da relação do homem com a religião?

O surgimento de novas religiões nos dá a ideia de que as pessoas de fato estão buscando Deus. Isso é bom. Mas por outro lado também percebemos que essa busca é de momento e não na sua essência, na palavra de Deus. Isso já nos leva a outra reflexão, porque é preciso ter a consciência de que religião é coisa séria, é vida, é amar a Deus acima de tudo.

Na sua visão o que falta?

Uma palavra chamada princípios tanto na questão social como na familiar. Faltam princípios espirituais, de ética, de moralidade, dos bons costumes, da transparência, do amor. Eu percebo que estamos ficando pobres nessa dimensão. Fala-se muito, mas pratica-se pouco. Está faltando a prática. O ato não encaixa com o discurso e então vivemos o vazio.

O Natal está chegando, é uma oportunidade de transformação?

Deus é Àquele que nos dá a oportunidade de reflexões e o natal é um momento muito propício, porque nos fala do nascimento de Jesus Cristo. É um momento de alegria, de refletir espiritualmente, de sentir o mundo em que vivemos e de pensar na eternidade. As pessoas ficam mais dóceis, mais compreensivas, mais afetivas. O Natal revela esse toque de Deus em nossos corações. É como disse um sábio: “bom seria se toda a vida fosse um Natal”. Porque teríamos esse comportamento diferenciado o ano todo. A minha expectativa é que cada um faça sua reavaliação da vida, dos valores, dos sentimentos e mude, mas mude com postura e atitudes.

A religião é a base para recuperarmos a família?

As famílias precisam resgatar a presença na vida do outro. É claro que a religião é fundamental à família. Quando a pessoa se aproxima da religião, vive a religião e pratica a religião, ela está à base de Cristo. E quem tem Cristo, tem a base para viver bem com o mundo pessoal e com o mundo coletivo. Mas falta essa definição clara da religião no dia a dia, porque a bíblia nos ensina os papéis e as funções que cada um deve exercer como pais, filhos, avós, tios, como uma família no todo. Respeito não é uma questão de autoridade, é uma questão de presença.

Mais uma vez sua família dá exemplo de união e fé ao enfrentarem uma dificuldade juntos…

Nós, como pais, temos vivido momentos de dor e de angústia, mas sempre com paz no coração. Antes de Andressa ser nossa, ela é de Deus. Ela tem distrofia muscular, uma doença degenerativa e que comprometeu os movimentos dos braços. Hoje, a medicina não tem como resolver nem como estagnar. Então é um momento de unidade, de fé, crendo sempre que tudo está sob o controle e a vontade de Deus. Ele tem um propósito maior. Andressa faz Missiologia Bíblica. Ela está muito feliz, estudando, interagindo com a sociedade e crescendo intelectualmente, emocionalmente e espiritualmente. Nós entendemos a decisão dela de continuar onde está, porque a bíblia diz que filhos são bênçãos e heranças do Senhor. E Ele cuida o tempo todo. Agradecemos as orações de todos. E agradeço à minha família: Ivanielze, esposa, e filhas Andressa, Rebeca e Adassa.

 

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