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Vereadores questionam falhas na coleta seletiva de lixo em Guarapari

Por Glenda Machado

Publicado em 10 de maio de 2018 às 16:42
Atualizado em 10 de maio de 2018 às 16:42
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Problemas na coleta seletiva em bairros de Guarapari tem prejudicado as famílias que dependem da renda obtida com a separação dos materiais recicláveis. Essa foi a constatação feita pela Comissão Permanente de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca formada pelos vereadores Marcos Grijó, Thiago Paterlini e Denizart Luiz em reunião na última terça-feira (8), que discutia o funcionamento da coleta no município.

Comissão de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca questiona e pede um plano de ações para o executivo solucionar o problema. Foto: Glenda Machado

De acordo com o vereador Grijó a coleta seletiva não funciona como deveria. “Hoje temos uma deficiência no município que é a coleta seletiva. Os pontos de coleta não estão funcionando, os catadores não possuem material adequado para coletar e separar o lixo reciclável e não existe uma conscientização da população para esse fim. Nós pedimos uma providência urgente do executivo”, disse.

Atualmente a coleta seletiva é realizada no município há 18 anos em parceira com a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Guarapari (Asscamarg).  De acordo com a própria associação a situação piorou muito depois que um caminhão utilizado para a coleta teve que ficar em manutenção e a prefeitura não fez a substituição. Como os salários dos funcionários são pagos de acordo com os valores vendidos, houve redução nos rendimentos.

“Hoje essa parceria entre a prefeitura e a Asscamarg sofre um descompasso. Os catadores são prejudicados pois não conseguem ganhar nem um salário mínimo. Atualmente o valor repassado aos colaboradores é de R$300 e a coleta seletiva não consegue ser feita com frequência”, disse o voluntário da associação, Professor Diogo.

A associação afirma que arrecada 20 toneladas de material reciclável por ano e que gera uma economia à Prefeitura Municipal de Guarapari de R$100 mil, mas segundo o vereador Thiago Paterlini não há nenhum tipo de contrapartida do município, ou benefício social para esses catadores.

“Esse salário que os catadores recebem é desumano. O município poderia dar uma subvenção social ao catador, como forma de complementar essa renda, pois todos esses 14 colaboradores tem uma parcela importante na economia e no meio ambiente de Guarapari”, defendeu Paterlini.

Secretária de Meio Ambiente e Agricultura e Pesca, admite falhas no sistema de coleta seletiva. Foto: Glenda Machado

Presente na reunião e representando o executivo, a secretária de Meio Ambiente e Agricultura, Thereza Cristina, admitiu que a coleta seletiva não funciona no município e disse que a secretaria tem planos de implantar uma usina de reciclagem de lixo na cidade. “Estamos trabalhando em plano municipal de resíduos sólidos, a minuta já está pronta e falta apenas ser aprovado pelo conselho municipal. Esse plano contempla a coleta seletiva e a criação de uma usina de reciclagem”, explicou a secretária.

Dificuldades

Com a falta da coleta específica, muitos materiais acabam misturados ao lixo comum. “É um desperdício, pois pessoas deixam de ter seu emprego e o aterro sanitário fica poluído”, ressaltou o vereador Denizart.

Enquanto a situação não é resolvida, a catadora Nice Pereira desabafa sobre as dificuldades que enfrenta. “O que a gente ganha é muito pouco e não dá para nada. Quero muito que o prefeito olhe por nós e a situação que todas as minhas colegas catadoras enfrentam sem a estrutura que a gente precisa para recolher os materiais recicláveis. O caminhão que ajudava para recolher o lixo faz apenas uma rota por dia e a quantidade de material é muito baixa”.

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