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Volta às aulas: confira recomendações para saúde e segurança das crianças

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 1 de fevereiro de 2020 às 12:00

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Atenção com o transporte e alimentação das crianças podem evitar transtornos durante ano letivo

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educação básica

O transporte escolar, lancheira e peso das mochilas podem apresentar riscos para os estudantes. Foto: Reprodução

Com a volta às aulas, os pais devem estar atentos aos riscos oferecidos à saúde e segurança das crianças. Afinal, itens que fazem parte da rotina escolar dos alunos e parecem inofensivos, como uma mochila, podem ser verdadeiros vilões, se usados inadequadamente. Por isso, separamos recomendações de especialistas a respeito do transporte, bagagem e alimentação apropriados para crianças em idade escolar. Dessa forma, os responsáveis podem garantir que o ano letivo se inicie sem inconvenientes.

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transporteescolar Detran

Os transportes escolares devem possuir faixas horizontais identificadoras e placa vermelha, o que o enquadra na categoria “Aluguel”. Foto: Reprodução

Transporte

Um dos principais riscos oferecidos à segurança dos alunos se dá antes mesmo de que eles cheguem à escola. Trata-se do transporte escolar. Para que as crianças realizem o percurso de maneira segura, é fundamental que os pais tenham cautela o prestador de serviços e certifiquem-se de que o transporte é regularizado.

De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), o transporte escolar é considerado regular quando o veículo possui o Termo de Autorização em vigor e o condutor possui Autorização específica dentro do prazo de validade. No caso dos veículos que transportam crianças menores de 09 anos, é obrigatória a presença de um acompanhante, com mais de 18 anos, no interior do veículo. Esse também deve possuir documento de autorização para exercer a função, emitido pelo Detran.

Os transportes escolares ainda devem possuir faixas horizontais identificadoras, placa vermelha, o que o enquadra na categoria “Aluguel” e certificado de inspeção de segurança veicular emitido por uma Instituição Técnica Licenciada. Para verificar se o veículo atende aos requisitos e encontra-se regularizado, basta acessar o site do Detran, onde é disponibilizada uma ferramenta de pesquisa da regularidade dos veículos por meio da placa do automóvel.

 

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A mochila transportada pela criança não pode ultrapassar mais de 10% do peso corporal. Foto: Reprodução

Mochila

De acordo com especialistas, as mochilas podem representar um risco para a saúde das crianças, quando utilizada de maneira inapropriada. Conforme o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), a mochila que será transportada pela criança não pode ultrapassar mais de 10% do peso corporal. Caso esse limite seja desrespeitado, o peso excessivo pode acarretar em escoliose por dor na musculatura. Um fator que pode afetar o rendimento escolar do aluno, ao desconcentrá-lo das atividades escolares.

As populares mochilas de rodinha também não são inofensivas. Segundo especialistas, a carga da mochila de rodas não pode ser superior a 20% do peso corporal da criança e a alça deve ser ajustada próxima da altura da cintura, de modo que ela não precise realizar uma torção do tronco para carrega-la. Assim, é possível evitar transtornos musculares e dores na lombar.

Para cumprir as recomendações acerca do limite de peso, é fundamental que os responsáveis chequem semanalmente o conteúdo da mochila e certifiquem-se de que não há excesso de materiais, assim os alunos transportarão apenas o necessário, sem sobrecarga.

lancheira

Recomenda-se substituir os lanches processados por opções saudáveis. Foto: Reprodução

Alimentação

De acordo com nutricionistas, lanches industrializados como biscoitos recheados, chips e sucos de caixinha, devem ser evitados. Isso porque, embora as crianças gostem de tê-los em sua lancheira, esses alimentos possuem uma grande quantidade de aditivos químicos, sódio, além de gordura processada, que pode aumentar as chances de obesidade infantil.

Por isso, recomenda-se substituir os alimentos industrializados por opções ricas em proteínas, carboidratos e de alto valor nutricional, como frutas, sucos naturais, iogurte, salada de frutas, milho cozido, água de coco, entre outros. Para que os pais consigam dar conta de rechear as lancheiras e não precisem recorrer aos produtos industrializados, profissionais indicam uma programação semanal, assim é possível organizar o tempo e adiantar os preparos.

Seguindo essas orientações, os pais e responsáveis podem ficar tranquilos, seguros de que as crianças estão aprendendo e se desenvolvendo com saúde e em segurança.

Texto: Nicolly Credi-Dio

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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