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Profissionais de Ed. Física de Alfredo Chaves inovam para se manterem durante pandemia

Academias e personal trainers precisaram se reinventar para manter os clientes em forma e ganhar dinheiro

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 14 de maio de 2020 às 18:07

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Erick e Cleonis. Fotos: Clovis Rangel

De portas fechadas por conta da pandemia, academias e profissionais de educação física precisaram se reinventar para manter os clientes em forma e ganhar dinheiro. Aulas online e treinos em domicílio passaram a fazer sucesso na quarentena, e é por meio das aulas nas casas dos alunos que o personal trainer Erick Gaigher, 33, de Alfredo Chaves, tem conseguido manter sua renda enquanto a rotina não volta ao normal.

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“Tenho um filho de seis anos e minha esposa está grávida. Tinha que arrumar uma solução. Comecei a atender meus alunos em suas casas, usando máscaras, álcool em gel para esterilizar os equipamentos antes e depois e mantendo a distância mínima exigida. E antes de começar liguei para a Vigilância Sanitária daqui para pedir orientações”, conta Erick, que antes era educador físico em uma academia e está atendendo cerca de 15 clientes, todos na cidade.

Além de sua renda, no geral, ter diminuído, ele ainda precisa pagar a anuidade do Cref (Conselho Regional de Educação Física), no valor de R$ 361,90 para continuar exercendo a profissão. “O Conselho não pode deixar de cobrar a anuidade porque é um tributo federal. Enquanto isso, temos que correr atrás para ganhar dinheiro e podermos trabalhar”, explica o personal.

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Na falta dos equipamentos modernos, o jeito foi adequar a cozinha e usar as paredes e bancos para os exercícios, tudo para manter a boa forma longe da aglomeração, como conta a empresária Cleonis Tomanizi, 40 anos. “Sinto falta da academia, gosto de socializar. Mas pelo visto vão demorar para liberar. Então trouxe logo ela para dentro de casa”, diverte-se Cleonis.

Crise nas academias

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Deiciany. Foto: Clovis Rangel

Sem poder oferecer aulas e nem sequer previsão para voltar às atividades, uma academia em Alfredo Chaves tem investido em planos gratuitos com aulas transmitidas por aplicativos de celular para suprir a necessidade dos alunos.

“Para não deixarmos nossos clientes mal assistidos, estamos disponibilizando treinos pelo celular e torcendo para essa pandemia acabe logo”, afirma a educadora física Deiciany Cardoso, 32.

Entretanto, isso não é suficiente para driblar a falta do pagamento das mensalidades. Além disso, existe ainda o receio de como o mercado irá ficar após o isolamento social ser liberado.

“Já perdemos todos. A primeira coisa que a pessoa tira, quando a situação financeira aperta, é a academia, né? Quando o governo liberar os alunos vão retornar? A situação é delicada, mas estamos acatando e já pensando como vamos resolver isso lá na frente”, finaliza.

Foto e texto: Clovis Rangel

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