
Há vinte anos as cunhadas Augusta Magnago e Nilda Dona resolveram investir na fabricação caseira de pães e bolos. As receitas fizeram tanto sucesso, que elas precisaram fundar uma indústria em 2018 em Quarto Território, no interior de Alfredo Chaves. Hoje, a Sabor Caseiro possui 30 funcionários para produzir, vender e entregar mais de 50 mil unidades de panificados por mês.
“Isso tudo é resultado de muita fé, trabalho e dedicação. Foi com esse nosso empenho que conseguimos proporcionar faculdade para nossos filhos e hoje ajudamos ainda outras famílias daqui, compramos muitos ingredientes dos agricultores daqui. Eu e ela continuamos na fabricação, a parte administrativa e logística é feita pelos filhos, neto e nora dela”, explica Augusta Magnago.

A Sabor Caseiro comercializa seus produtos em Alfredo Chaves, cidades da região Sul do Estado, Grande Vitória, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Todos eles são feitos sem misturas prontas, com matéria prima “natural”. Entre os onze sabores de bolos disponíveis, é o de banana com uva passas sem açúcar que lidera os pedidos com 7 mil unidades mensais. Já nos dois tipos de pães ofertados, quem se destaca é o de mandioca com 27 mil. A pandemia não afetou as finanças da empresa, segundo informações do setor administrativo da empresa.
“Apesar de todos os funcionários da produção já precisarem usar máscaras, adotamos todos os outros cuidados, e eles também já trabalhavam por escala. Não precisamos parar. Não temos estoque, só trabalhamos por encomenda. E as nossas perdas, além de serem poucas, conseguimos um destino para elas. A pandemia, graças a Deus, não nos afetou. Não demitimos ninguém”, acrescenta o setor administrativo da empresa.
Para o futuro, o setor afirma que “temos projetos de ampliação da fábrica para 2021, para atender mais clientes”.
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Já sobre os desafios do mercado, finaliza com um texto de Carolina Caron que virou o lema adotado da Sabor Caseiro: “Pois um produto feito a mão exclui a possibilidade de cópia. Mesmo que o molde e a técnica sejam as mesmas, é impossível reproduzir a mão e o coração de quem faz”.
Texto e fotos: Clovis Rangel