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PC divulga detalhes da morte de Dante Brito Michelini em Guarapari

Suspeito teria cometido o crime por vingança, após apanhar da vítima e ser motivo de chacota

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 08:25

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PC coletiva casa Dantinho
Os detalhes da investigação foram apresentados em coletiva feita na Chefatura da Polícia Civil. Foto: divulgação/PCES

Nesta semana, após identificar o suspeito de assassinar Dante Brito Michelini, de 75 anos, a Polícia Civil do Estado do Espírito Santo (PCES), por meio do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP) e da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari, divulgou os detalhes da investigação. O corpo da vítima foi encontrado no último dia 3, em avançado estado de decomposição, decapitado e com indícios de carbonização, no sítio onde morava, em Meaípe.

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De acordo com as informações divulgadas, durante interrogatório, o indivíduo confessou o crime e indicou o local onde havia descartado a cabeça da vítima. A cabeça foi localizada na manhã de quarta-feira (11), com apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES). O delegado-geral da PCES, José Darcy Arruda, destacou o trabalho integrado das equipes na elucidação do caso.

“A Polícia Civil está cada dia se aperfeiçoando. Aprendemos muito com essa investigação, o que agrega conhecimento às equipes policiais. A integração foi fundamental, assim como a participação do Governo do Estado por meio do Programa Estado Presente em Defesa da Vida nos dando toda a estrutura e condições para realizar o trabalho”, afirmou.

Segundo Arruda, a elucidação do homicídio resultou da utilização de ferramentas de inteligência e do empenho das equipes do DEHPP, que realizaram mapeamentos na região até chegar ao suspeito. O suspeito também possuía um mandado de prisão em aberto no Estado da Bahia, relacionado à Lei Maria da Penha, o que possibilitou o cumprimento da prisão.

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De acordo com o chefe do DEHPP, delegado Fabrício Dutra, além da identificação do suspeito, foi possível determinar que o crime ocorreu no dia 19 de janeiro. “Em depoimento, o investigado relatou como entrou na propriedade da vítima e descreveu a dinâmica do crime. O suspeito afirmou que retirou a faca que estava com a vítima, que a utilizava para cortar um alimento, e que ambos entraram em luta corporal. Após o homicídio, o investigado incendiou o local”, explicou Dutra.

Ainda segundo a investigação, o suspeito teria retornado dias depois ao local onde o corpo estava e feito uso de entorpecentes. Ele também confessou ter ocultado a cabeça da vítima no mar, na região do Mercado Central de Guarapari, utilizando objetos encontrados em um barco para conseguir afundá-la a aproximadamente quatro metros de profundidade.

“O suspeito já praticava crimes na região e costumava se esconder em áreas próximas. A vítima teria encontrado o investigado escondido na propriedade dias antes do crime e o agrediu com pauladas”, disse o delegado Fabrício Dutra.

Ainda em depoimento, o suspeito informou que após a briga, foi zombado por outros criminosos. “Ele nos disse que nutriu o sentimento de vingança, pois segundo esses criminosos, o investigado teria apanhado para um estuprador. Por ter virado chacota entre essas pessoas, o investigado decidiu tirar a vida da vítima”, salientou o delegado.

O chefe da DHPP de Guarapari, delegado Franco Malini, ressaltou que a confissão foi circunstanciada e compatível com os elementos apurados na investigação. “Nesse caso, a confissão do suspeito é totalmente circunstanciada. Ele informou detalhes sobre a dinâmica do crime que somente o autor poderia saber”, afirmou.

O perito oficial-geral da Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES), Carlos Alberto Dal-cin, informou que foram realizados os trabalhos periciais no local e a posterior necrópsia no Instituto Médico Legal (IML), que identificou lesões de decapitação e ferimentos perfuro incisos na região dos ombros. O capitão Mendes, da equipe de Mergulho de Segurança Pública do CBMES, explicou que duas equipes especializadas prestaram apoio nas buscas. “A equipe de mergulho realizou uma pesquisa subaquática, onde foi feito um padrão de busca e a cabeça foi localizada a quatro metros de profundidade”, explicou.

*Com informações passadas pela Assessoria de Comunicação da Polícia Civil

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