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Merenda escolar de Guarapari terá mais produtos da agricultura familiar local
Assinatura coletiva do PNAE marca integração inédita entre Agricultura e Educação
Por Natiele Ribeiro dos Santos
Publicado em 4 de março de 2026 às 16:28
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Na manhã de ontem (3), na escola Costa e Silva, a Prefeitura de Guarapari realizou a assinatura coletiva da Chamada Pública do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), referente ao edital da merenda escolar. A ação, conduzida pela Secretaria Municipal de Agricultura em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, garante que cerca de 60% dos recursos previstos – aproximadamente R$ 1,2 milhão de um total de R$ 2 milhões – permaneçam no município, fortalecendo a agricultura familiar e assegurando alimentos frescos e de qualidade para os estudantes da rede municipal.
Pela primeira vez, as duas secretarias atuaram de forma integrada para organizar e viabilizar a participação da maior parte dos agricultores locais no programa. Com isso, produtores de Guarapari passam a fornecer diretamente para as escolas municipais itens como verduras, frutas, hortaliças, iogurte, pão, queijo e filé de tilápia, somando-se aos 35 produtos já previstos no edital.

Até então, os agricultores do município recebiam, no máximo, R$ 500 mil por ano por meio da chamada pública. Em 2025, esse valor havia representado cerca de 25% do total, equivalente a R$ 454 mil. Com a nova estratégia de organização e contratação, o montante destinado aos produtores locais praticamente triplica, ultrapassando R$ 1,2 milhão.
O avanço acompanha também a expansão da rede municipal de ensino, com a ampliação do número de escolas e do ensino em tempo integral, o que aumenta a demanda por alimentos e amplia a participação dos produtores locais no abastecimento da merenda escolar.
A coordenadora do agronegócio, Ana Carolina Ribeiro, explicou que a legislação do PNAE já estabelece que, no mínimo, 45% do valor investido deve ser destinado à agricultura familiar. Segundo ela, a dificuldade enfrentada anteriormente pelos produtores estava relacionada às exigências burocráticas da chamada pública.

“Essa já é uma regra do programa. Contudo, os agricultores do município enfrentavam dificuldades para alinhar e atender às exigências burocráticas da chamada pública, especialmente no que se refere à organização documental, o que acabava limitando sua participação efetiva. Agora, com uma secretaria estruturada e planejamento antecipado, conseguimos garantir que esse recurso permanecesse aqui. Para os próximos anos, queremos ampliar ainda mais essa participação”, destacou.
A engenheira agrônoma Lívia Barbosa da Silva ressaltou que o resultado foi possível graças ao alinhamento técnico e à organização antecipada entre as secretarias, o que assegura o fornecimento dos alimentos durante todo o ano letivo e não apenas em parte dele, como ocorria anteriormente.
“Essa ação cria uma conexão direta entre quem produz e quem consome. Nossos alunos passam a receber alimentos cultivados por agricultores da própria cidade, o que garante mais frescor, qualidade e regularidade no abastecimento das escolas. Ao mesmo tempo, fortalecemos as famílias produtoras e estimulamos o desenvolvimento local. É um ganho para a educação e para Guarapari como um todo”, afirmou a secretária municipal de Educação, Jaciara Lyrio.

“É a economia girando no município. Estamos trabalhando para que o dinheiro investido permaneça aqui, fortalecendo nossos produtores e trazendo melhores condições para quem vive e trabalha em Guarapari”, disse o prefeito Rodrigo Borges.
*Com informações da Prefeitura de Guarapari
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