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Greve na Construção Civil de Guarapari: sindicatos não fecham acordo, mas obras seguem

Paralização da categoria começou no dia 1º de junho; Sintraconst/ES e Sindicig vivem impasse desde 2024

Por Carolina Brasil

Publicado em 3 de junho de 2026 às 16:32

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construcao civil
Foto: HM Comunicação

Trabalhadores da construção civil realizaram uma manifestação nesta terça-feira (2), na Praia do Morro, em Guarapari. O motivo seria um desacordo em relação à convenção coletiva, que não foi assinada pelo sindicato patronal local, o Sindicato da Indústria da Construção Civil de Guarapari (Sindicig), juntamento com o Sinduscon-ES (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo).

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Segundo a categoria, uma greve foi iniciada no dia 1º, sem prazo para terminar, e uma assembleia está prevista para a próxima semana. Apesar do movimento, o Sindicig informou que há poucos trabalhadores paralisados e que as obras na cidade seguem normalmente.

Entenda o caso

A categoria, representada pelo Sindicato dos Trabalhadores e Empregados na Indústria da Construção Civil, Montagens, Estradas, Pontes, Pavimentação e Terraplenagem (Sintraconst/ES), cobra o cumprimento dos últimos acordos coletivos firmados entre o Sintraconst/ES e o Sinduscon-ES, além da reparação das perdas salariais e nos valores do vale alimentação registradas ao longo dos anos anteriores.

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Miguel Junior SintraconstES

“Desde 2024, o sindicato patronal de Guarapari não assina junto com o Sinduscon-ES e estamos tendo perdas 3,4% no salário e de R$ 200,00 por mês na alimentação; queremos equiparação com os valores praticados no Estado do Espírito Santo”, afirma Miguel Junior, secretário de administração e finanças do Sintraconst/ES. Ele estima que 1500 trabalhadores estejam parados.


Para o presidente do Sindicig, Emerson Macedo, Guarapari, além de possuir uma entidade local, apresenta cenário distinto dentro Espírito Santo.

“Nós demos os 7% de aumento salarial e um reajuste de 22,5% no ticket e passamos de R$ 900,00 para R$ 1.100,00; em 2024 era de R$ 720,00. Eles querem R$ 1.300,00. Nada justifica esse valor, e os aumentos que nós temos dados têm sido significativos. Queremos negociar com o Sintraconst/ES, mas dentro da realidade de Guarapari”, pondera.

Ainda de acordo com Emerson Macedo, a greve não afetou as obras.

“Em Guarapari, a relação empresa-trabalhador é muito saudável, e não há confronto e nem aderência ao movimento que o Sintraconst/ES realiza. Todas as obras estão funcionando normalmente, são pouquíssimos funcionários sem trabalhar. Nós, enquanto sindicato patronal, pedimos apenas o acompanhamento da Polícia Militar nas manifestações para manter a segurança, evitar ameaças, quebra-quebra e permitir o ir e vir de quem quiser. Quem quiser aderir à greve tem o livre arbítrio de decidir, quem quiser trabalhar também. O direito de entrar e sair deve ser preservado”, reforça.

Emerson Macedo Sindicig


Em tempo

Os desacordos entre o Sindicig e o Sintraconst/ES vêm ocorrendo ao longo dos anos de 2024, 2025 e 2026. Segundo Emerson Macedo, a solução seria que as negociações relacionadas às convenções trabalhistas dos trabalhadores de Guarapari representados pelo Sintraconst/ES fossem tratadas de forma independente, inclusive entre setores.

“Dentro do estado são mercados diferentes, e as convenções precisam ser tratadas de maneira regional, como também viabilizar as convenções da área industrial distinta das demais áreas, imobiliárias, obras públicas e loteamentos. E o fato de não haver esta distinção de tratar mercados diferentes de forma diferente, traz para a Guarapari, que é um mercado organizado e com carta sindical independente, uma tensão muito grande nas negociações.”

Assembleia na próxima semana

Em divulgação feita pelo Sintraconst/ES, o sindicato informa que todos os trabalhadores da construção civil de Guarapari estão convocados para uma assembleia decisiva, que será realizada na subsede do sindicato no município na próxima quarta-feira (10), às 17h30.
Endereço: Rua Santana do Iapó, 339 (Próximo aos Hospital São Pedro) – Muquiçaba.

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