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Notícias de Guarapari

Voluntariado auxilia humanização hospitalar no Hifa Guarapari

A instituição acolhe, orienta e acompanha iniciativas de grupos voluntários

Por Redação Folhaonline.es
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Membros do Grupo Mães que Oram pelos Filhos. Fotos: divulgação

No Hospital Geral Dr. Luiz Buaiz – Hifa Guarapari, o cuidado com as pessoas se estende muito além dos tratamentos e procedimentos clínicos. Com a atuação do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), em parceria com a Coordenação Administrativa, a instituição promove uma rede de acolhimento que orienta e acompanha o trabalho de voluntários comprometidos em levar conforto, esperança e atenção a pacientes, familiares e colaboradores.

Essa iniciativa reforça o compromisso do hospital com uma assistência integral, que considera não apenas a recuperação física, mas também o bem-estar emocional, social e espiritual de todos que fazem parte da rotina hospitalar. Entre as ações desenvolvidas estão o Projeto de Capelania Hospitalar, grupos de voluntariado com atividades lúdicas e apoio emocional, além de campanhas solidárias, como doações de enxovais e outros itens destinados aos pacientes.

Atualmente, o Projeto de Capelania Hospitalar reúne voluntários de diferentes denominações religiosas, que oferecem escuta acolhedora, assistência espiritual mediante o consentimento do paciente, momentos de oração, reflexão e apoio também aos colaboradores da instituição, sempre que solicitado.

Segundo a presidente do Grupo de Trabalho de Humanização, Cyntia Silva, todas as ações são conduzidas de forma organizada, respeitando a diversidade religiosa, os princípios éticos e os protocolos institucionais.

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“Essas iniciativas contribuem significativamente para a humanização do cuidado no ambiente hospitalar, sempre com respeito à diversidade religiosa, aos princípios éticos e às normas institucionais. Além das ações regulares de capelania, contamos também com o apoio do Grupo Cheios da Graça, que participa de datas especiais e ações institucionais voltadas ao acolhimento. Também incluímos na programação mensal a celebração de uma Missa, com oferta da Eucaristia aos interessados”, explica.

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Antes do início de qualquer atividade, os voluntários participam de um alinhamento institucional, no qual são apresentados os fluxos de acesso à unidade, protocolos internos, normas de segurança, diretrizes de humanização, além do cronograma de visitas, locais de atuação e público-alvo. O objetivo é garantir que todas as iniciativas estejam alinhadas às práticas assistenciais e à segurança dos pacientes.

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Acolhimento que transforma

Para o evangelista Joviano Pedrosa, representante do grupo de voluntários da Igreja Adventista, o voluntariado é uma experiência transformadora tanto para quem recebe quanto para quem oferece o cuidado.

“Cumprimentamos os pacientes, ouvimos suas histórias, cantamos, lemos a Bíblia e oramos com eles. Nosso objetivo é levar atenção, carinho, suporte emocional e espiritual. Mesmo em poucos minutos dentro de cada quarto, buscamos transmitir amor, afeto e esperança, especialmente para pessoas que estão sozinhas ou enfrentando momentos difíceis por causa da enfermidade.”

Segundo ele, o apoio também se estende aos profissionais da saúde.

“Muitos colaboradores nos procuram porque também precisam de uma palavra de conforto. Eles estão na linha de frente do cuidado e enfrentam desafios diários. Saímos do hospital com a sensação de missão cumprida e motivados para retornar na semana seguinte.”

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Membros do Grupo de voluntários da Igreja Adventista

A mesma percepção é compartilhada pela artesã Christina Mello, integrante do grupo Mães que Oram pelos Filhos, da Igreja Católica. Para ela, a presença das voluntárias representa um momento de acolhimento para mães que enfrentam a internação dos filhos.

“Muitas mães, em meio à dor, não conseguem sequer iniciar uma oração. Nós chegamos para rezar junto com elas, interceder pelas crianças e fortalecer sua fé. Quando mães se unem em oração, levam esperança e serenidade para momentos de grande aflição.”

Christina destaca que o voluntariado também transforma quem serve.

“Ser voluntária em um hospital é viver uma mistura de dor e esperança. Encontramos pessoas em situações muito difíceis, mas temos a certeza de que a oração feita com amor pode fortalecer os corações. Também saímos renovadas por participar dessa missão.”

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Membros do Grupo Mães que Oram pelos Filhos

Gestos de carinho que aquecem o coração

Nem todo voluntariado acontece dentro dos corredores do hospital. Alguns gestos chegam em forma de cuidado silencioso.

É o caso de um grupo formado por três senhoras, com idades entre 70 e 85 anos, que confeccionam e doam sapatinhos de lã destinados a pacientes e acompanhantes. As peças proporcionam conforto e acolhimento durante o período de internação.

As voluntárias, que preferem não se identificar, contam que o trabalho começou no Hospital Santa Rita e hoje também beneficia o Hifa Guarapari.

“Recebemos lãs doadas por várias pessoas e transformamos esse material em carinho. Somos aposentadas e sempre tivemos o desejo de fazer algo por quem precisa. Acreditamos que a fé se manifesta por meio das atitudes. A caridade é nossa forma de agradecer a Deus por tudo o que recebemos. Fazemos esse trabalho com alegria, acreditando que pequenos gestos podem diminuir a dor e tornar o mundo um lugar mais humano.”

Como a sociedade pode contribuir?

De acordo com Cyntia Silva, toda a sociedade pode contribuir para fortalecer a humanização do cuidado hospitalar.

“A comunidade pode apoiar iniciativas institucionais, participar de ações voluntárias, fortalecer redes de apoio, promover campanhas solidárias e colaborar com projetos que gerem impacto positivo na experiência de pacientes, acompanhantes e colaboradores. Toda participação é bem-vinda, desde que aconteça de forma organizada e alinhada às normas institucionais, aos protocolos internos e aos princípios de segurança e qualidade assistencial.”

Mais do que oferecer assistência, o voluntariado no Hifa Guarapari demonstra que acolhimento, empatia e solidariedade também fazem parte do processo de cuidar. São gestos que confortam, fortalecem vínculos e tornam o ambiente hospitalar mais humano para todos que passam por ele.

*Com informações da Assessoria de Comunicação Hifa Guarapari

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