
É comum as pessoas negligenciarem o cuidado com a saúde mental, mesmo sendo indivíduos atentos às questões da saúde física, e isso passa muito pelo preconceito e pelos mitos que colocaram a Psiquiatria – especialidade médica que se ocupa das doenças e dos tratamentos mentais – em uma condição desfavorável ao que a medicina tem como essência: que é cuidar do ser humano por completo.
Não se separa a mente do corpo, eles estão ligados. “O cérebro é o principal órgão do sistema nervoso central, responsável por coordenar funções vitais, controlar movimentos, processar informações sensoriais, abrigar o raciocínio, a memória e as emoções”. É por tudo isso que a Dra. Laísa Coelho, ao término da faculdade de Medicina, escolheu trilhar o caminho que a levaria a conquistar o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em Psiquiatra.
“É preciso desmistificar os transtornos mentais, assim como lidamos com as doenças do corpo. Muitos sofrimentos têm origem em disfunções cerebrais e não há nada de terrível nisso, tem tratamento e são caminhos que a medicina já descortinou há anos. Não há razão para ter medo ou vergonha de cuidar da saúde mental. Eu tive um diagnóstico tardio de TDAH, convivi com pessoas que sofriam de transtorno bipolar sem acompanhamento adequado e sofri bastante com isso, tive muitas dificuldades. E tudo teria sido mais leve se tivesse acesso à escuta e ao tratamento que hoje eu faço questão de dedicar aos meus pacientes”, afirma.

De acordo com a especialista, é preciso reforçar que “o transtorno mental é tudo que acontece no cérebro que incapacita a pessoa. Não é ‘coisa de doido’. As pessoas não buscam ajuda por medo de serem rotuladas como inferiores, preguiçosas, sem iniciativa ou até por apontarem que estão precisando de Deus, mas não é nada disso, é uma desregulação cerebral que provoca doenças e existem inúmeros tratamentos. Como uma pessoa cristã, posso afirmar: a fé e a religiosidade ajudam, mas a falta delas nunca serão causas”, completa Dra. Laísa.
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Psiquiatria com amor: escuta e cuidado individualizado
Dra. Laísa Coelho conta que a Psiquiatria é uma missão e deve se preocupar em ir além da queixa do paciente, pois a cura, em muitos casos, ou o controle, em condições crônicas, passam por uma escuta ativa e técnica, atenção aos detalhes relatados pelo paciente e muito mais do que a prescrição de remédios.
“Eu busco entender quem é a pessoa primeiro, porque existem muitos contextos desfavoráveis, agravantes e de causa. É assim que me conecto ao meu paciente para oferecer um tratamento medicamentoso, se for o caso, integrado com outros protocolos e orientações. Muitas vezes o paciente não compreende quando recomendo a prática de atividade física, uma dieta equilibrada e o sono de qualidade como ferramentas de cuidado mental. Quando atendo um paciente sedentário, costumo trabalhar com pequenas metas como, por exemplo, 20 minutos de caminhada por dia. Ele retruca: ‘mas 20 minutos não mudarão nada em meu corpo’, mas eu digo que não é no corpo que eu quero mudança, é na mente. Porque essa ação já vai liberar uma avalanche de neurotransmissores dentro do cérebro que ajudam, inclusive, o remédio a fazer efeito melhor e mais rápido. Existem atuações na Psiquiatria que muitas vezes tratam a origem de problemas onde, geralmente, apenas as causa são tratadas. Bruxismo, patologias dermatológicas, dores crônicas e enxaqueca são exemplos que podem ter raízes em um transtorno mental”, pontua a Psiquiatra.

Medicamentos na Psiquiatria: derrubando mitos
Outro ponto que vale ressaltar é em relação aos medicamentos. Ainda existem mitos que também afastam as pessoas da direção de buscar ajuda Psiquiátrica. “É fundamental destacar que a Psiquiatria tem uma outra face, que não é essa de opressão, de deixar dopado. Atualmente, temos medicações muito modernas, que não dopam o paciente e que não são para sempre. Há transtornos que são crônicos, como TDAH, bipolaridade e esquizofrenia que exigem tratamento contínuo, mas há outros, como depressão, ansiedade e pânico, que têm cura, existe alta na Psiquiatria!”
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“Os homens têm medo de perderem a libido, isso é mito. A indústria farmacêutica avançou e hoje temos medicações que não alteram o desejo sexual ou a capacidade masculina”, completa Dra. Laísa.
Consultório que agrega
Ambiente e localização


Dedicada a desmistificar aos fantasmas da Psiquiatria, Dra. Laísa investiu em um consultório moderno, acolhedor e estrategicamente localizado para fomentar o cuidado com a saúde mental de forma positiva.
“Tudo foi organizado e planejado para que o paciente se sinta bem. Mobília, decoração e ambiente para trazerem paz, acolhimento e cuidado reais. Escolhi uma sala no térreo do Espaço Saúde, na Praia do Morro. O meu consultório tem visibilidade, ao mesmo tempo que preserva a privacidade do paciente. O que está exposto aqui é a Dra. Laísa Coelho, Psiquiatra, como forma de estimular que as pessoas olhem o cuidado com a saúde mental como algo necessário.”
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Parceria no cuidado
Além do atendimento na Psiquiatria, o consultório Dra. Laísa Coelho – Psiquiatra possui profissionais de outras especialidades atuando em parceria para o cuidado integral do paciente. Psicologia e Clínica Médica completam as necessidades em planos de acompanhamento.
“A Psicologia é a ciência que ajuda a gerir as emoções e a organizar cenários disfuncionais do paciente. Temos situações em que a terapia não consegue avançar em casos de desregulação cerebral, sendo próprios da Psiquiatria, mas também há situações em que o tratamento psiquiátrico necessita do complemento da terapia. Simplificando para o leitor, é como se a Psiquiatria atuasse regulando a química cerebral, possibilitando ao paciente melhora do cognitivo e um nível maior de consciência, de modo que a atuação da terapia comece a dar melhores resultados nos pontos de atuação dela. Já no caso da Clínica Médica, é uma forma de dar ainda mais comodidade ao paciente. Dentro da nossa conduta está a solicitação de exames laboratoriais e, muitas vezes, encontramos resultados que necessitam de acompanhamento especializado para tratar, pois são condições que impactam no tratamento. Analisamos os casos em conjunto e assim podemos oferecer um cuidado completo e integrado”, explica Letícia Dias, psicóloga parceira da Dra. Laísa Coelho.

Planos futuros
Entre os projetos para seguir valorizando a Psiquiatria e mostrar a importância desse cuidado, Dra. Laísa Coelho já planeja a inauguração, no município de Serra, de mais um instituto dedicado à saúde integral. Atualmente, além do consultório em Guarapari, há em pleno funcionamento o Instituto Gottardi, localizado Centro Empresarial Praia da costa, anexo ao shopping de mesmo nome, em Vila Velha, composto por profissionais nas mais diversas especialidades médicas.
“O paciente é a minha prioridade; mas desejo mudar a realidade da Psiquiatria, que ela seja olhada de outra forma, que as pessoas não tenham vergonha de cuidarem da saúde mental e que Guarapari seja uma ‘Cidade Saúde’ completa, de corpo e mente. Em dez anos, quero me tornar referência não só no município, mas no Espírito Santo. Para isso, ao mesmo que tempo que penso fora da caixa, busco aprimorar os meu conhecimentos com participação em congressos, eventos e cursos de especialização”, finaliza.