
Crianças e adolescentes do bairro Lameirão, em Guarapari, passaram a contar com uma nova oportunidade de acesso ao esporte e à inclusão social. Inaugurado em 17 de outubro, o projeto “Transformando Vidas” oferece aulas gratuitas de jiu-jítsu para jovens de 7 a 17 anos, às segundas e quartas-feiras, na quadra da Escola Ormy Loureiro de Almeida. A iniciativa foi idealizada Leandro Passos e André Medeiros, como forma de incentivar a prática esportiva, afastar os participantes da criminalidade e das drogas e contribuir para a formação de cidadãos.
“Nosso objetivo é afastar as crianças das ruas, da criminalidade e das drogas, oferecendo a elas mais dignidade e oportunidades. Como o próprio nome do projeto diz, queremos transformar vidas e formar cidadãos. Nosso propósito não é apenas formar campeões no tatame, mas também campeões na vida e no futuro”, destacou Leandro.
A proposta nasceu a partir de uma ação voluntária promovida pela Samarco, da qual Leandro e André; funcionários da Samarco; decidiram participar. Morador da região, André conheceu de perto as dificuldades de acesso ao esporte no bairro e se uniu a Leandro, praticante de jiu-jítsu há 26 anos, para tirar a ideia do papel.

Na estreia, 26 crianças foram inscritas. Entretanto, a procura aumentou desde o início das atividades, e os organizadores já estimam que o número de participantes possa chegar a 35 ou 40 crianças. O crescimento da demanda também trouxe novos desafios, principalmente em relação à estrutura e aos materiais necessários para as aulas.
Anúncio
Com o apoio da Samarco, os idealizadores conseguiram algumas melhorias para a escola e placas de tatame para a prática da modalidade. Os kimonos foram obtidos por meio de doações de amigos e outras pessoas que se mobilizaram para contribuir com a iniciativa.

Aulas gratuitas e busca por doações
As aulas acontecem às segundas e quartas-feiras, das 18h30 às 20h, na quadra da Escola Ormy Loureiro de Almeida, no bairro Lameirão. As atividades são conduzidas por Leandro Passos Gonçalves e pelo professor André Reis, também faixa-preta de jiu-jítsu.
A participação é totalmente gratuita, e os responsáveis pelo projeto atuam de forma voluntária. Apesar dos materiais já arrecadados, o aumento no número de interessados tornou necessária a busca por novos kimonos e pela ampliação da estrutura utilizada nos treinos. Segundo Leandro, até mesmo a quantidade de placas de tatame precisou ser aumentada para acomodar os participantes.
Anúncio
“Cada dia que tem treino aparece mais crianças querendo se inscrever, só que infelizmente a gente está sem material. O material que a gente conseguiu já foi tudo disponibilizado”, explicou.

Diante da procura, os organizadores esperam conseguir novas doações para ampliar o atendimento e permitir que mais crianças participem das aulas. Leandro reforça que pessoas interessadas em contribuir podem entrar em contato com ele para obter informações sobre as necessidades do projeto.
“A gente vai correr atrás e eu tenho certeza de que vamos conseguir”, afirmou.
Como contribuir
Para obter mais informações ou contribuir para o projeto, entre em contato com Leandro Passos, pelo telefone/WhatsApp: 27 99234-6023
Anúncio
Esporte como oportunidade de transformação

Para Leandro, o projeto representa a oportunidade de oferecer a outras crianças o mesmo tipo de apoio que recebeu no início de sua trajetória esportiva. Ele começou a praticar jiu-jítsu aos 12 anos, em uma família humilde, e encontrou no esporte uma possibilidade de desenvolvimento pessoal e de acesso a novas experiências.
Ao longo de sua carreira, conquistou títulos de campeão brasileiro e sul-americano, além de ter sido vice-campeão pan-americano e vencido diversas competições estaduais. A trajetória também lhe permitiu conhecer outros estados e regiões do país, experiências que procura compartilhar com os alunos para mostrar que o esporte pode abrir caminhos.
“Quando comecei, aos 12 anos, também não tinha condições financeiras e vinha de uma família humilde. Meu primeiro mestre me cedeu o espaço para treinar e, em troca, eu limpava os tatames e ajudava com outras tarefas. Hoje, poder retribuir um pouco daquela oportunidade que recebi lá atrás é muito gratificante”, relatou.