O processo de desapropriação do prédio na Praia do Morro, onde a prefeitura quer construir a nova sede, está temporariamente suspenso. O motivo é a presença de uma família que há quase 18 anos mora no local. Eles se mudaram para o prédio a pedido do antigo dono da estrutura, pois ele tinha receio que fosse invadido.
“Nós morávamos no final da Praia do Morro e ele pediu que viéssemos para cá, pois como a obra estava abandonada há vários anos, ele tinha medo que fosse invadido. Já estamos aqui há quase 18 anos e fizemos muita coisa aqui. Fizemos muro, colocamos o tapume, fizemos a rampa… Agora falaram que temos que sair”, contou a mulher que preferiu não ser identificada.

A prefeitura só tomou conhecimento da presença dos moradores depois do início do processo de desapropriação do imóvel e agora aguarda o desenrolar da situação. Mas mesmo assim, os editais de contratação das empresas que vão trabalhar na finalização da obra continuam.
“No dia em que o prefeito esteve aqui ele falou que nós tínhamos que resolver isso com os donos do prédio, não tinha nada com a prefeitura. Chegamos a receber uma carta pelos Correios nos dando cinco dias para sairmos da nossa casa, mas ninguém apareceu. Apenas a filha do falecido dono que nos disse que pagaria seis meses de aluguel, mas não aceitamos”, declarou a moradora.
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Licitações continuam
Apesar da suspensão temporária do processo de desapropriação do prédio, onde a prefeitura quer construir nova sede, as contratações publicadas no Diário Oficial indicam que a prefeitura não vai desistir do projeto tão cedo.
Em junho uma empresa ganhou a licitação para fornecer mão de obra para trabalhar na nova sede a um custo de quase R$ 1 milhão. Além disso, foi aberto o processo licitatório para contratação de uma empresa de engenharia para “elaboração de projetos complementares básicos e executivos da obra da nova sede da prefeitura municipal de Guarapari”.
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Três empresas também ganharam licitação para fornecimento de material de construção. Os resultados foram publicados na edição desta quarta-feira (26), do Diário Oficial dos Municípios.
Confira nota da prefeitura
“A Prefeitura não tinha ciência dessa família e só tomou conhecimento durante a conclusão do processo de desapropriação, que mediante a esta constatação, ainda não foi efetivado. Os processos licitatórios relacionados a reforma do prédio só terão os contratos assinados e o serviço iniciados após o final do processo de desapropriação. Lembrando que o pagamento das empresas vencedoras só serão feitos mediante o serviço prestado”.