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Pastor Raphael Abdalla
Coluna Raphael Abdalla

Pastor Raphael Abdalla escreve para o folhaonline.es aos domingos passando mensagens de fé e esperança aos leitores.

Coluna Raphael Abdalla

A maturidade de dizer “não”

Por Redação Folhaonline.es
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Foto: reprodução/Magnific

Aprender a dizer “não” é um dos sinais mais claros de maturidade. A criança quer tudo o que deseja e, quando contrariada, reage com frustração. O adulto que amadurece entende que nem tudo o que é possível convém, nem toda oportunidade deve ser aproveitada e nem toda solicitação merece uma resposta positiva. A vida é feita de escolhas, e toda escolha implica uma renúncia.

Muita gente vive sobrecarregada porque assumiu responsabilidades que nunca deveria ter aceitado. Há quem diga “sim” por medo de desagradar, por culpa ou pela necessidade constante de ser aprovado. O resultado costuma ser previsível: agenda cheia, mente cansada, relacionamentos prejudicados e uma sensação permanente de estar em dívida com todos. Quem não estabelece limites acaba perdendo a capacidade de cuidar bem daquilo que realmente importa.

Jesus nunca teve dificuldade em estabelecer prioridades. Em diversas ocasiões, recusou expectativas das multidões, interrompeu conversas, retirou-se para orar e até deixou cidades onde ainda havia pessoas esperando por Ele. Seu compromisso era com a vontade do Pai, e não com a pressão das circunstâncias. Por isso declarou: “Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de que eu pregue também ali, pois para isso é que eu vim” (Marcos 1.38). Saber para onde se deve ir também significa saber de onde é preciso sair.

O apóstolo Paulo escreveu: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm” (1 Coríntios 6.12). Essa é uma das marcas do domínio próprio. A pergunta não é apenas se algo é permitido, mas se vale a pena, se edifica, se contribui para aquilo que Deus nos confiou. Há “sins” que comprometem a missão e “nãos” que preservam o chamado.

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Dizer “não” nem sempre será confortável. Algumas pessoas ficarão decepcionadas e outras não compreenderão suas razões. Ainda assim, é melhor enfrentar um descontentamento momentâneo do que carregar, por muito tempo, o peso de compromissos assumidos sem convicção. Limites saudáveis não afastam quem nos ama de verdade; eles tornam nossos relacionamentos mais honestos.

A maturidade não se mede pela quantidade de coisas que conseguimos fazer, mas pela sabedoria de escolher aquilo que realmente merece nosso tempo, nossa energia e nosso coração. Em certos momentos, um “não” dito com respeito é a melhor forma de proteger a família, preservar a saúde, honrar os compromissos assumidos e permanecer fiel ao propósito que Deus nos deu.

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