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A retomada da Samarco terá menos de 30% de sua capacidade

Por Aline Couto

Publicado em 15 de maio de 2018 às 12:06
Atualizado em 15 de maio de 2018 às 12:12
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Mineradora deve voltar às atividades com apenas uma usina operando, das quatro existentes em Anchieta

Após vários ensaios de retorno, a mineradora continua sem previsão da volta das atividades e segue dependendo do andamento dos processos de licenciamento ambiental. Desde o rompimento da barragem em Mariana, Minas Gerais, em 2015, diversos prazos de retomada das atividades foram dados, mas, para a liberação, são necessárias autorizações ambientais que precisam ser liberadas.

A empresa vai trabalhar com 26% de sua capacidade após o retorno das atividades. Foto: Divulgação.

De acordo com a mineradora, a Samarco precisa de duas licenças, uma referente a um novo local para a disposição de rejeitos (Cava de Alegria Sul); e a outra relativa ao Licenciamento Operacional Corretivo (LOC) do Complexo de Germano, localizado em Mariana e Ouro Preto (MG). “A empresa está empenhada em cumprir todas as etapas desses processos de licenciamentos, que incorporam novas soluções no tratamento de rejeitos, com aumento da segurança e da recirculação da água no processo produtivo”, ressaltou em nota.

Ainda segundo a empresa, além da obtenção das licenças (SDR Cava de Alegria Sul e LOC), também será preciso realizar obras de preparação na Cava de Alegria Sul e de implantação para os novos processos de tratamento de rejeitos.

A mineradora já possui a anuência do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); a aprovação da proposta de compensação de Mata Atlântica; a aprovação dos conselhos de Cultura e Patrimônio Histórico de Matipó e de Mariana e trabalha para obter todas as anuências e autorizações necessárias para o processo do LOC ao longo deste ano. O processo de licenciamento segue o seu curso normal de análise pelas autoridades competentes.

A nota também cita que o retorno será de forma gradual, como prevê o Estudo de Impacto Ambiental EIA /RIMA do Licenciamento Operacional Corretivo. “No primeiro momento, a solução encontrada é do retorno das atividades produtivas com a operação de uma usina no ES e um concentrador em MG, equivalente a uma capacidade produtiva de 26%, atendida pelo quadro atual de empregados que gira em torno de 1135 entre MG e ES”, descreveu.

Ainda não há previsão de retorno das atividades. Foto: Divulgação.

Licenciamento Operacional Corretivo (LOC)

O licenciamento traz uma revisão de todas as etapas do processo operacional e das estruturas do Complexo de Germano. Ele foi iniciado em setembro de 2017, após o protocolo do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).  As audiências públicas com relação ao LOC foram realizadas em Matipó, Mariana e Ouro Preto, em dezembro do ano passado.

Anchieta

As manutenções corretivas nas usinas da Samarco no município estão ajudando empresas locais e aumentando as expectativas de prestação de serviço com a mineradora. Com isso, se espera mais geração de empregos e aquecimento da economia da cidade.

 

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