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Apae de Guarapari e moradores do Itapebussu lutam por extensão de linha de ônibus para o bairro

Por Sara de Oliveira

Publicado em 19 de agosto de 2019 às 19:19

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No início do ano, a instituição protocolou um pedido na Secretaria de Postura e Trânsito (Septran) solicitando a extensão de uma linha de ônibus que atenda ao bairro Itapebussu, mas o processo foi indeferido.

MG 9287 - Apae de Guarapari e moradores do Itapebussu lutam por extensão de linha de ônibus para o bairro

A sede da Apae está localizada em Itapebussu. Foto: Arquivo Folha.

A Apae de Guarapari está lutando para conseguir uma linha de ônibus que atenda ao bairro Itapebussu, onde está localizada.  De acordo com a instituição, mesmo descendo nos pontos de ônibus mais próximos, os pais e alunos precisam subir morros, além de percorrer uma longa distância para chegar até à associação. No início do ano, a instituição protocolou um pedido na Secretaria de Postura e Trânsito (Septran) solicitando a extensão de determinadas linhas de ônibus, com o objetivo de facilitar o acesso ao bairro, mas o processo foi indeferido.

De acordo com Luciana Baraviera, coordenadora da Apae Guarapari, por causa da dificuldade para chegar até a instituição, alguns pais até deixaram de levar os filhos ou estão comparecendo com menos frequência às aulas. “A maioria dos alunos atendidos pela Apae possuem algum tipo de limitação física. Então, imagina você ter que andar uma longa distância e ainda ter que subir um morro com uma criança no colo ou cadeirante. A gente precisa de um ônibus que se aproxime da instituição”, explicou.

A aluna Maria da Penha Ramos da Silva, de 37 anos, é cadeirante e contou que precisou deixar de ir à associação por causa da dificuldade de chegar até lá. Maria mora em Setiba e afirmou que, se houvesse uma linha que fosse até a Apae, teria mais facilidade para comparecer às aulas e consultas. “Isso nos ajudaria muito, porquê nós não precisaríamos subir o morro”, declarou.

Moradores do Bairro

A coordenadora Luciana destacou que, caso o pedido da Apae fosse atendido, não seria só a instituição que seria beneficiada. Ela informou que os moradores do bairro fizeram um abaixo assinado, onde também solicitam a extensão de uma linha de ônibus para o local. “Naquela região nós temos escolas públicas e particulares, além do ginásio do Polivalente que é muito utilizado. A medida favoreceria toda a comunidade”, reiterou.

Marlúcia Bodart é moradora do bairro Itapebussu e acrescentou que a medida evitaria os assaltos que, segundo ela, são constantes na localidade, além de facilitar o acesso dos moradores ao comércio. “O bairro Itapebussu é um bairro antigo, mas é extremamente residencial. Tudo o que a gente precisa comprar está em outros bairros e só conseguimos se formos andando até o ponto que é distante”, relatou.

Septran

Procuramos o Secretário de Postura e Trânsito de Guarapari, Genilson Simões, para entender porque o pedido da Apae foi indeferido. De acordo com ele, foi feita uma análise técnica onde foi constatado que os pontos que hoje estão próximos à instituição estão dentro do perímetro estabelecido na Lei Complementar nº 006/2006, que dispõe sobre o serviço de transporte público no município. “Existe uma linha de ônibus que passa pela Avenida Linhares e pela Avenida F, que são próximos da instituição”, alegou.

Porém, de acordo com a coordenadora Luciana, mesmo havendo ônibus que passam pelas ruas citadas, o problema dos pais e alunos da instituição não é resolvido. “Mesmo se descessem nesses pontos, os usuários ainda precisariam subir um morro para chegar até a Apae. Além disso, as linhas de ônibus que passam nessas ruas são muito restritas e eu tenho alunos de diversos bairros como Setiba, Perocão, Coroado que não são contemplados por essas linhas”, esclareceu.

Ao ser informado da situação, o secretário afirmou que a informação sobre os morros não consta no processo da Apae. Genilson pediu que a instituição faça uma nova petição com um mapa da região, informando todas essas dificuldades para que o processo seja analisado novamente. “A gente quer atender a todos dentro do município. Por isso, é preciso estudar a demanda de passageiros e a viabilidade da medida”, declarou.

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