
A Apae Guarapari realiza, no dia 21 de agosto, às 9h, uma caminhada na Praia do Morro, marcando a abertura da Semana do Especial e integrando as ações da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, celebrada anualmente entre os dias 21 e 28 de agosto. Com saída no Quiosque 1, o grupo seguirá em direção ao Praia Center, onde será realizada uma roda de capoeira. A iniciativa busca levar para as ruas uma mensagem de conscientização sobre inclusão, cidadania, direitos e, principalmente, sobre a importância de garantir oportunidades reais para as pessoas com deficiência.
Neste ano, a mobilização tem como tema “Deficiência não define, oportunidade transforma, inclua nossa voz”. De acordo com Cristiane Sereno, coordenadora pedagógica da Apae Guarapari, a proposta é mostrar que a deficiência não determina quem uma pessoa é e tampouco define seus sonhos, capacidades ou seu papel na sociedade.
“Uma deficiência não determina quem uma pessoa é, nem limita o seu potencial. O que muitas vezes limita é a falta de oportunidade, de acessibilidade, de respeito e de participação social”, destacou Cristiane.

Para a coordenadora, falar de inclusão significa garantir condições para que as pessoas com deficiência possam desenvolver suas potencialidades e participar efetivamente da comunidade. Ela explica que, quando há acesso a estímulo, apoio, educação, atendimento especializado, acessibilidade e respeito aos direitos, a pessoa pode aprender, desenvolver autonomia, criar vínculos, produzir e contribuir com a sociedade.
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É justamente essa mensagem que a Apae pretende levar para a Praia do Morro. Mais do que promover uma caminhada, a instituição quer transformar a atividade em um momento de aproximação com a população e de reflexão sobre a maneira como a sociedade enxerga a deficiência.
“Não queremos realizar apenas uma caminhada. Queremos caminhar ao lado da sociedade, levando uma mensagem de conscientização e de transformação”, afirmou Cristiane.

Após a caminhada, a roda de capoeira será uma das atividades previstas. A manifestação cultural também simboliza, segundo a coordenadora, força, expressão, participação e a capacidade de cada pessoa de ocupar os espaços da sociedade.
