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Após 20 anos, Rolmar Botecchia se despede da presidência da Clac com legado que transformou Alfredo Chaves

Em entrevista, Rolmar avalia gestão de duas décadas à frente da cooperativa

Por Redação Folhaonline.es

Publicado em 29 de maio de 2024 às 16:24

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Foto: Clóvis Rangel

O próximo dia 31 de maio vai ficar marcado pela despedida do técnico extensionista aposentado do Incaper Rolmar Botecchia da presidência da Cooperativa de Laticínios de Alfredo Chaves (Clac). Ele ficou por 20 anos no cargo e seu legado na Cooperativa colaborou para a transformação econômica do município. Agora, quem assume a Clac é Luciano Luis Grasse, até então vice-presidente da instituição.

Rolmar Botecchia foi eleito presidente da Clac em março de 2004. Como confirmam os próprios produtores, ele levou a instituição a um outro nível de produção, tornando-a referência no cooperativismo capixaba. Tudo isso a partir de uma gestão pautada no bem-estar dos colaboradores e cooperados, em projetos voltados para a saúde e no melhoramento genético do rebanho.

Os cooperados comemoram o fato de Rolmar, por meio de um trabalho coletivo, ter impulsionado a economia do município. Quando ele iniciou sua gestão na Clac, a Cooperativa tinha apenas 23 colaboradores. Hoje, já são 105. Além disso, a produção de leite passou de 9 mil litros por dia para 31 mil litros, bem como os produtos da instituição foram diversificados: manteiga, queijo, requeijão, iogurte e mais.

Hoje, o faturamento da Clac é de R$ 65 milhões. E Rolmar deixou a casa arrumada para que, nos próximos cinco anos, a cooperativa dê um salto para R$ 90 milhões.

Outro benefício robusto para Alfredo Chaves foi a valorização do leite e a melhoria de vida da população com a inauguração do supermercado, da loja agropecuária da Clac e da nova usina, esta última em 2023 e considerada um marco para a cidade.

Diretor-executivo do Sistema OCB/ES e vice-presidente do Sebrae/ES, Carlos André Santos de Oliveira revelou que Rolmar trabalhou de forma ética e eficiente durante toa sua gestão na Cooperativa.

“Ao longo dessas duas décadas liderando a Clac, Rolmar sempre atuou de forma ética, responsável e profissional. Nessa jornada, colocou em prática um trabalho que buscou, diariamente, levar melhorias para os cooperados, valorizar os colaboradores da cooperativa e fortalecer a cadeia de leite do Estado, sempre norteado pelos princípios e valores do cooperativismo. Após esses 20 anos, vemos uma Clac ainda mais preparada para entregar valor no presente e para gerar resultados maiores no futuro. Por isso, agradeço e parabenizo essa grande liderança cooperativista pela sua trajetória”, pontuou.

Emocionado, Botecchia garantiu que deixa a gestão de uma das cooperativas mais importantes do Estado e com a sensação de dever cumprido.

“Deixo a gestão da Clac após 20 anos, mas penso que posso fazer mais por nossa cidade. Sou nativo da terra nasci em Caco do Pote. Eu quero uma Alfredo Chaves melhor e tenho certeza que podemos fazer juntos”.

Confira, abaixo, a entrevista completa:

Rolmar, antes de ser gestor da Clac o senhor foi cooperado também. Como a cooperativa entrou na sua vida?

Minha família sempre participou da Clac. Meu pai sempre foi cooperado desde anos 80, sempre enviou leite. Depois, acredito que, no início dos anos 90, passei a enviar leite em meu nome e, no dia 29 de março de 2004, nós assumimos a gestão da Clac e ficamos por esses vinte anos.

Nesses 20 anos de sua gestão, quais foram os avanços?

Quando nós assumimos, a Clac tinha 482 cooperados e a média de leite por produtor era de 48 litros por dia. Hoje o número de produtores diminuiu, muita gente saiu da atividade leiteira, mas a média aumentou para 120 litros por produtor. Foram muitos os avanços.

Sua gestão sempre foi pautada no bem-estar dos cooperados?

Quando nós assumimos a gestão, nossa maior preocupação foi o cooperado na área de proporcionar maneiras de que eles crescessem junto com a Clac. Nós criamos 12 núcleos de inseminação artificial, investimos na assistência veterinária, que existe até hoje para o rebanho dos cooperados.  Melhoramos a parte da alimentação dos animais com um projeto de silagem. Quando o produtor quer comprar silagem, a Cooperativa adianta o dinheiro para o cooperado e ele paga o produto em três vezes sem juros.

Além disso, nós temos hoje o programa de vacinação das bezerras contra a brucelose. O produtor só paga R$ 9 por animal e mais nada. Penso que fizemos uma boa gestão. Até transferência de embrião disponibilizamos para nossos cooperados. E foi para todos os cooperados. Temos alguns produtores que produzem 15 litros por dia, e tem gente que se espanta. Só para muitas famílias a venda dos 15 litros é o sustento. É dali que ele tira para fazer a compra do mês.

Muitos cooperados defendem a ideia de que sua gestão também foi baseada no bem-estar dos colaboradores da Clac e até no dos moradores de Alfredo Chaves…

Lembro que nós tínhamos 23 colaboradores em 2004, hoje contamos com mais de 100 e vinte e dois prestadores de serviços. Inauguramos um novo supermercado, em 2017, e após um ano a nova loja agropecuária, a “Agro Clac”. Além disso, compramos um terreno em Cachoeiro Alta e construímos e inauguramos, em 2023, a nova fábrica dos Produtos Alfredense, que tem capacidade para receber até 60 mil litros de leite por dia e gerar cerca de 100 empregos. Tudo isso conquistamos pensando também na população alfredense.

Quais os maiores desafios nesses 20 anos de Clac?

Provavelmente as enchentes que inundaram nossa cidade, nosso antigo supermercado e a antiga fábrica dos produtos alfredenses. Em 2012, por exemplo, uma enchente destruiu praticamente tudo, danificou todo o nosso estoque de Natal. Lembro de uma frase que pensei: “Isso vai quebrar na minha mão”, mas nos recuperamos. O trabalho dos nossos cooperados e colaboradores foi incrível.

O que um gestor precisa para comandar uma cooperativa por duas décadas?

Tem que ter competência, mas tem que ter muito amor, força de vontade e parceria com os colaboradores e cooperados. Nós apostamos na parceria, com o Estado, prefeituras, iniciativa privada. É o que eu sempre falo: além de ser gestor, tem que tomar conta. Não pode largar de mão, não. Eu tive a sorte de estar à frente da Clac.  Nosso lema é: “Podemos tudo o que todo mundo pode, não existe privilégio”.

Deixa a Clac com a sensação de dever cumprindo, Rolmar?

A Clac é uma das empresas mais importantes do Sul do Estado. Deixo a gestão da Clac após 20 anos, mas penso que posso fazer mais por nossa cidade. Sou nativo da terra, nasci em Caco do Pote. Eu quero uma Alfredo Chaves melhor e tenho certeza que podemos fazer juntos.

Uma palavra para definir duas décadas de gestão.

Eu tive a sorte de trabalhar com equipe que trabalhei. Grato a todos por me darem a oportunidade de trabalhar como eu trabalhei. Então, a palavra é gratidão.

*Texto: Clóvis Rangel.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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