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Aumento nos casos de esporotricose causa preocupação em Guarapari

Projetos da causa animal cobram medidas eficazes do poder público; prefeitura se manifesta

Por Pedro Henrique Oliveira

Publicado em 20 de outubro de 2023 às 09:24

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Foto: divulgação/Projeto Ajuda Pet

Ativistas da causa animal têm expressado preocupação com o aumento de casos de esporotricose, zoonose que atinge principalmente gatos, em Guarapari. A doença é provocada por fungos presentes no solo e materiais orgânicos. Começa com uma ferida comum no gato, mas ela não cicatriza e vai aumentando de tamanho.

“A causa animal quer que a população seja orientada, pois existe uma ideia totalmente equivocada de que os gatos são os transmissores da esporotricose, quando eles são tão vítimas como os seres humanos. Estamos implorando castração em massa aos municípios, pois os gatos de rua acabam se embrenhando em matas para viver, onde o risco de contaminação pelo fungo pode ser maior”, explica Patricia Gonçalves, do Projeto Ajuda Pet.

Ela conta que o projeto já ajudou tutores de animais que contraíram a doença e também humanos que não tinham condições de comprar medicação.

“O CCZ faz o tratamento, porém os casos só aumentam e a capacidade de atendimento do órgão é limitada, pois os animais precisam de isolamento dos demais. Somente o CCZ não dará conta desse grande número de castrações, é necessário envolver a iniciativa privada, as clínicas, faculdades, senão enfrentaremos uma situação de calamidade em breve”, concluiu.

O folhaonline.es entrou em contato com a prefeitura de Guarapari e solicitou informações sobre medidas adotadas para o controle e combate da doença. O órgão informou que o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) tem mantido ações educativas e atendimento para os casos na cidade. Confira a nota na íntegra:

“A Prefeitura de Guarapari, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), informa que o município está implementando ações específicas para o controle da esporotricose. Os animais identificados com a doença nas ruas são recolhidos, tratados, castrados e, em seguida, disponibilizados para adoção. Para os animais que têm proprietários, a avaliação é realizada no CCZ. Os donos podem entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses – CCZ, localizado na Rua Monazita, s/nº, Santa Mônica, das 8h às 15h. Os números de contato são: (27) 3262-1456, 3262-1271 e (27) 995204155, para agendar uma avaliação. Após essa avaliação, o município oferece a medicação necessária para o tratamento do animal. Além disso, estão em andamento ações educativas nas escolas sobre a posse responsável de animais e esporotricose. Quanto aos humanos, aqueles que suspeitarem da doença devem buscar a Unidade de Saúde mais próxima em sua região para avaliação e tratamento adequados.”

Sobre a doença

Segundo o Ministério da Saúde, a esporotricose é uma micose causada pelo fungo da espécie Sporothrix schenckii, que habita a natureza e está presente no solo, palha, vegetais, espinhos, madeira. A doença, até o final da década de 1990, era comum em jardineiros, agricultores ou pessoas que tivessem contato com plantas e solo em ambientes naturais onde o fungo pudesse estar presente em materiais orgânicos.

A transmissão ocorre pelo contato do fungo com a pele ou mucosa por meio de trauma decorrente de acidentes com espinhos, palha ou lascas de madeira; contato com vegetais em decomposição; arranhadura ou mordedura de animais doentes, sendo mais comum o gato. Só se contrai a doença pelo contato com meios ou animais contaminados, não havendo transmissão de pessoa para pessoa.

A doença não é considerada grave e tem cura, tanto em humanos quanto nos animais acometidos. Após avaliação clínica, orientação e acompanhamento médico, o tratamento deve ser iniciado rapidamente e sua duração pode variar de três a seis meses ou mesmo um ano, até a cura completa, não podendo ser abandonado. Os medicamentos utilizados para tratar a esporotricose humana são disponibilizados gratuitamente por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde.

É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem prévia autorização do FolhaOnline.es.

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